terça-feira, 23 junho, 2026

Lista de espécies ameaçadas de extinção é atualizada e inclui arara-azul, bugio-preto e tamanduaí

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Novo documento do ICMBio reúne 790 espécies ameaçadas e nove extintas. Arara-azul-grande foi reclassificada como Vulnerável após monitoramento.

O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) atualizou a Lista Nacional Oficial de Espécies da Fauna Ameaçadas de Extinção. O novo documento, publicado no Diário Oficial da União, inclui 180 espécies ou subespécies — como a arara-azul-grande (Anodorhynchus hyacinthinus), reclassificada como Vulnerável (VU), o bugio-preto (Alouatta caraya) e o tamanduaí (Cyclopes rufus). Outras 150 espécies foram retiradas da relação.

  • O que é: Atualização da lista oficial de espécies da fauna ameaçadas de extinção no Brasil.
  • Números principais: 790 espécies ameaçadas; 9 espécies extintas; 180 incluídas; 150 retiradas.
  • Onde: Nacional, com impacto direto em biomas como Amazônia, Cerrado, Pantanal e Mata Atlântica, que inclui áreas de Chapecó e Oeste Catarinense.
  • Quem afeta: Comunidade científica, órgãos ambientais, governos estaduais e municipais — incluindo Santa Catarina — e a sociedade em geral.

Quais espécies entraram e quais saíram da lista?

Foram incluídas 180 espécies ou subespécies. Entre os destaques estão a arara-azul-grande, que passou de uma categoria mais crítica para Vulnerável (VU), o bugio-preto e o tamanduaí. Outras 150 espécies foram retiradas da lista, o que indica melhora no estado de conservação ou reavaliação dos critérios científicos.

Conforme o ICMBio, o levantamento abrange mamíferos, aves, répteis, anfíbios e invertebrados terrestres. As espécies foram classificadas nas seguintes categorias: Vulnerável (VU), Em Perigo (EN), Criticamente em Perigo (CR), Possivelmente Extintas (CR-PE) e Extinta na Natureza (EW). Peixes e invertebrados aquáticos são tratados em outra lista, atualizada em abril deste ano.

Quantas espécies brasileiras estão ameaçadas hoje?

A nova lista reúne 790 espécies ou subespécies ameaçadas de extinção. A maior parte são invertebrados terrestres, com 264 espécies. Em seguida vêm as aves (242), répteis (123), mamíferos (102) e anfíbios (59). Os números revelam a dimensão do desafio da conservação da biodiversidade no país.

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Além disso, a Lista Nacional Oficial de Espécies de Fauna Extintas conta com nove espécies: seis aves, dois anfíbios e um mamífero, o roedor de Vespucci (Noronhomys vespuccii), que ocorria em Fernando de Noronha.

O que muda com a nova classificação da arara-azul-grande?

A arara-azul-grande (Anodorhynchus hyacinthinus) foi reclassificada como Vulnerável (VU), após monitoramento que indicou melhora em algumas populações, principalmente no Pantanal. Embora ainda esteja em situação preocupante, a mudança reflete esforços de conservação e fiscalização.

No entanto, a espécie ainda enfrenta ameaças como perda de habitat, tráfico de animais e queimadas. A reclassificação não significa que o risco acabou, mas que as ações de proteção estão surtindo efeito em determinadas regiões do país.

Por que a lista é importante para o Brasil e para Chapecó?

Segundo o ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, a lista é “um dos instrumentos mais importantes para a proteção da biodiversidade brasileira”. Ela reconhece a situação das espécies e abre caminho para planos de recuperação e conservação.

Para Chapecó e o Oeste Catarinense, a lista tem impacto indireto, mas relevante. A região abriga remanescentes da Mata Atlântica, um dos biomas mais ameaçados do mundo. Espécies como o bugio-preto, agora incluído na lista, ocorrem em Santa Catarina, o que pode gerar novas políticas de preservação em nível estadual e municipal.

Além disso, o documento orienta órgãos ambientais, como a Fundação do Meio Ambiente de Santa Catarina (Fatma), e subsidia decisões sobre licenciamento, uso do solo e criação de unidades de conservação na região.

Como a lista foi elaborada e quem participou?

O documento substitui a versão publicada em 2022 e resulta de avaliações conduzidas pelo ICMBio, com esforço conjunto da comunidade científica e organizações da sociedade civil. O presidente do ICMBio, Mauro Pires, destacou que “poucos países no mundo têm a capacidade de avaliar sua biodiversidade na escala que o Brasil faz hoje”.

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As avaliações consideraram dados populacionais, distribuição geográfica, pressões ambientais e tendências de declínio. O processo envolveu especialistas de diversas áreas e instituições de pesquisa, como universidades e museus, garantindo rigor científico.

Onde consultar a lista completa?

A lista completa está disponível na edição do Diário Oficial da União (DOU). Para consultar todas as espécies ameaçadas e extintas, basta acessar a publicação oficial no site do governo federal. O ICMBio também disponibiliza informações complementares sobre os planos de conservação em andamento.

Com informações do ICMBio, Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima e Diário Oficial da União.

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