sexta-feira, 19 junho, 2026

Júri condena homem a 34 anos por morte de jovem em Chapecó

Compartilhe essa notícia:

Resumo: Uma jovem de 21 anos, descrita por amigos e familiares como uma menina alegre, filha amorosa e atleta promissora, foi morta a tiros na principal avenida de Chapecó em junho de 2025. Após doze horas de julgamento no Fórum da Comarca de Chapecó, o responsável pelo crime foi condenado a 34 anos e oito meses de reclusão, em regime inicial fechado. O Conselho de Sentença considerou que o réu praticou homicídio duplamente qualificado por motivação fútil e recurso que impediu a defesa da vítima.

Uma menina alegre, filha amorosa, atleta promissora, alguém que fazia amizade fácil por onde passava. Assim era descrita por amigos e familiares a jovem de 21 anos que foi morta a tiros na principal avenida de Chapecó em junho passado. Após denúncia do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), nesta quinta-feira (18/6) o responsável pelo crime foi submetido a júri popular no Fórum da Comarca de Chapecó. Após doze horas de julgamento, ele foi condenado a 34 anos e oito meses de reclusão, em regime inicial fechado.

O Conselho de Sentença, composto por quatro jurados homens e três mulheres, validou a sustentação do Ministério Público e considerou que o réu praticou homicídio duplamente qualificado por motivação fútil e recurso que impediu a defesa da vítima. Por esse crime, a pena aplicada foi de 24 anos de reclusão. O autor também foi condenado por outros dois crimes: oito anos de prisão por tentativa de homicídio duplamente qualificada praticada ao efetuar um disparo contra um amigo da vítima, e dois anos e oito meses por porte ilegal de arma de fogo, além do pagamento de 15 dias-multa. Na mesma sessão, outro homem foi absolvido pelos jurados.

LEIA TAMBÉM  Chapecó implanta mini rotatória na Rua Assis Brasil

No Tribunal do Júri, o Ministério Público foi representado pelo promotor de Justiça Moacir José Dal Magro, titular da 4ª Promotoria de Justiça de Chapecó. Ele expôs provas técnicas de materialidade e autoria, reconstituindo os acontecimentos da noite do crime e destacando os antecedentes do réu, que já tinha condenação anterior por porte ilegal de arma. O representante do MP também refutou a tese de que o réu teria agido em legítima defesa.

O crime e a motivação fútil

De acordo com o MP, o réu transitava pela Avenida Getúlio Vargas acompanhado de um amigo, que dirigia o veículo. Ao avistar uma menina sentada na calçada, eles decidiram parar para abordá-la. A jovem era amiga da vítima, que naquele momento estava dentro de um carro, no banco de trás, com outra amiga. Após assediar as jovens, que não corresponderam e pediram para ele se afastar, o autor se exaltou. Ambos, réu e vítima, desceram dos carros. O primeiro tiro atingiu a vítima na clavícula. Ao tentar escapar, ela foi atingida por outro tiro, dessa vez nas costas. Mesmo ferida, a jovem correu até o outro lado da rua em busca de ajuda. Um amigo que saiu da lanchonete também foi alvo de um tiro. O autor fugiu sem prestar socorro. A vítima morreu no local.

Os dois homens julgados foram presos em flagrante na manhã seguinte ao assassinato, trafegando no mesmo veículo envolvido no crime. A arma utilizada foi encontrada com outro homem, que faleceu após troca de tiros com a polícia em um posto de gasolina de Chapecó.

Família e amigos emocionados

Familiares, amigos e vizinhos da vítima se deslocaram de Concórdia até Chapecó para acompanhar o julgamento. A mãe, a irmã e a vizinha da vítima foram ouvidas como informantes. A mãe, emocionada, disse: “Eu tinha orgulho dela como atleta, como pessoa. Não consigo me conformar que isso tenha acontecido sendo ela uma pessoa tão querida.” Uma vizinha contou como a morte impactou o bairro: “Foram dias de silêncio, parecia que estávamos na pandemia de novo.”

LEIA TAMBÉM  Simplifica Chapecó participa da Semana do MEI com palestras

A vítima, natural e moradora de Concórdia, tinha apenas 21 anos. Desde os 11 anos era atleta de futsal, representando a Associação Concordiense de Futsal Feminino até os 18 anos. Ela viajou a Chapecó para assistir a um show musical e comemorar a conquista de um campeonato. Seu treinador, em vídeo exibido no plenário, afirmou: “Ela conquistou todos os títulos possíveis no nosso estado e chegou a ser vice-campeã brasileira. Uma menina promissora, que poderia ter um futuro nas quadras em grandes equipes.” O réu, que já estava preso preventivamente, começará a cumprir a pena de imediato e não poderá recorrer em liberdade.

Siga-nos no

Google News

Siga nas Redes Sociais

5,000FãsCurtir
11,450SeguidoresSeguir
260SeguidoresSeguir
760InscritosInscrever

Últimas Notícias

Notícias Relacionadas

Sancionada política nacional para estudantes com altas habilidades ou superdotação

Lei nº 15.436 cria cadastro nacional e determina atendimento educacional especializado com aceleração de...

Ancelotti conclui preparação, mas escalação do Brasil contra Haiti segue indefinida

Técnico realiza último treino em Nova Jersey com mistério no time; Martinelli é alvo...

STF condena Eduardo Bolsonaro por coação no processo

Resumo: Por unanimidade, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu condenar o...

França e Argentina estreiam na Copa nesta terça-feira

Resumo: As atuais campeã e vice-campeã do mundo entram em campo nesta terça-feira (16)....