quarta-feira, 27 maio, 2026

O que acontece com o corpo nos momentos antes da morte? Médicos explicam

Compartilhe essa notícia:

A morte raramente acontece de forma instantânea. Na maioria dos casos, o corpo humano entra em um processo gradual de desligamento que pode durar horas ou até dias, envolvendo alterações respiratórias, perda de energia, mudanças neurológicas e redução progressiva das funções vitais.

Médicos que atuam em cuidados paliativos explicam que o organismo começa a economizar energia conforme se aproxima do fim da vida. O apetite diminui, a sede praticamente desaparece e a sonolência passa a dominar grande parte do tempo.

A respiração também muda.

Os ciclos ficam irregulares, alternando inspirações profundas com pausas prolongadas. Em muitos pacientes surge um som característico conhecido popularmente como “ronco da morte”, provocado pelo acúmulo de secreções na garganta e nos pulmões quando o reflexo natural da tosse já está enfraquecido.

Apesar do impacto emocional para familiares, especialistas afirmam que esse fenômeno normalmente não provoca sofrimento significativo para quem está morrendo.

Segundo reportagem publicada pela CNN Brasil, medidas simples como reposicionar o corpo, realizar aspiração leve das vias aéreas e utilizar medicamentos para reduzir secreções ajudam principalmente a diminuir a angústia de quem acompanha o processo.

Audição pode permanecer ativa até os momentos finais

Mesmo quando o paciente parece inconsciente, a audição costuma continuar funcionando por mais tempo do que outros sentidos.

Por isso, equipes de cuidados paliativos frequentemente orientam familiares a continuarem conversando, segurando a mão do paciente ou colocando músicas significativas no ambiente.

A geriatra Polianna Souza explica que o sistema auditivo parece resistir mais às alterações do organismo do que funções ligadas à visão ou interação motora.

Em alguns casos raros, médicos relatam episódios chamados de “lucidez terminal”.

Pacientes extremamente debilitados recuperam temporariamente a capacidade de falar, reconhecer pessoas ou relembrar memórias pouco antes da morte. O fenômeno ainda não possui explicação científica definitiva.

LEIA TAMBÉM  OMS confirma surto de Hantavírus em cruzeiro causado pela rara cepa Andes

Existem hipóteses envolvendo descargas elétricas cerebrais e alterações químicas transitórias no cérebro, mas não há consenso entre pesquisadores.

Corpo libera substâncias que reduzem dor

Especialistas afirmam ainda que muitos sinais do fim da vida não costumam ser tão dolorosos quanto familiares imaginam.

A própria redução do metabolismo e a desidratação natural do organismo podem estimular liberação de substâncias semelhantes a opioides e endorfinas, produzindo sedação e reduzindo parcialmente a percepção de dor.

Segundo o geriatra Edison Iglesias Vidal, o corpo passa a desacelerar de maneira progressiva, inclusive diminuindo estímulos ligados ao sofrimento físico.

Depois que o coração para e a respiração cessa, o organismo continua passando por mudanças naturais.

Os músculos relaxam completamente, a mandíbula pode perder sustentação e a pele começa gradualmente a perder coloração. Horas depois, ocorre o rigor mortis, processo temporário de enrijecimento muscular que costuma durar entre 12 e 18 horas antes de desaparecer novamente.

Siga-nos no

Google News

Siga nas Redes Sociais

5,000FãsCurtir
11,450SeguidoresSeguir
260SeguidoresSeguir
760InscritosInscrever

Últimas Notícias

Notícias Relacionadas