Brasil soma 665 casos de Mpox em 2026, diz Ministério da Saúde

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O Brasil registrou 665 casos de Mpox em 2026, segundo dados divulgados pelo Ministério da Saúde, e o governo federal diz que mantém vigilância ativa da doença em parceria com estados e municípios. A pasta também informou que o SUS (Sistema Único de Saúde) está preparado para diagnosticar, tratar e monitorar os pacientes.

Rio terá reforço de vacinas e vacinação segue para grupos prioritários

O ministério vai reforçar os estoques de vacinas no Rio de Janeiro para contribuir para o controle dos casos atuais e preparar a rede de saúde para o fim do ano, período de maior circulação de pessoas. Neste momento, a vacinação continuará direcionada aos grupos prioritários recomendados pelas autoridades de saúde.

Na cidade do Rio de Janeiro, foram registrados 74 casos de Mpox nos últimos dois meses, número sete vezes maior do que o contabilizado no mesmo período de 2025. Dados do Observatório Epidemiológico do município mostram que setembro concentrou o maior número de infecções, com 45 casos. Em outubro, foram contabilizadas 29 infecções; somados, os dois meses chegaram a 74 casos, ante dez ocorrências no mesmo período de 2025.

Doença viral, transmissão e sinais mais comuns

A Mpox é uma doença viral causada por um vírus do gênero Orthopoxvirus. A transmissão ocorre principalmente pelo contato direto com lesões na pele, fluidos corporais e secreções respiratórias durante contato próximo e prolongado. O contato sexual também pode favorecer a transmissão.

Entre os principais sintomas estão febre, mal-estar, dores no corpo, aumento dos gânglios linfáticos e lesões cutâneas. Essas manifestações evoluem ao longo de diferentes estágios até a formação de crostas. A letalidade da Mpox varia de acordo com a variante do vírus.

O clado 1 é considerado mais transmissível e grave do que o clado 2, responsável pelo surto em 2022. Em setembro de 2023, foi identificada uma subvariante na República Democrática do Congo: a clado 1B, ainda mais transmissível e mais agressiva.

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Sem medicamento aprovado pela OMS

Nenhum medicamento para Mpox foi aprovado pela OMS. Existe um tratamento que oferece suporte clínico para minimizar sintomas, prevenir e tratar complicações, além de evitar sequelas. A Organização Pan-Americana da Saúde afirma que os sintomas dos casos leves a moderados da doença geralmente desaparecem por conta própria, sem a necessidade de intervenção médica.

As lesões na pele provocadas pela Mpox devem secar por conta própria ou com a ajuda de um curativo úmido, que as proteja. Além disso, os infectados não devem usar produtos como enxaguantes bucais e colírios que contenham cortisona. Evitar o contato direto com indivíduos com suspeita ou confirmação da doença e lavar as mãos frequentemente com água e sabão estão entre as principais medidas de prevenção. Os indivíduos infectados devem seguir o isolamento social e evitar compartilhar itens pessoais como toalhas, escovas, lençóis e roupas.

As informações são da CNN Brasil.

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