Anvisa proíbe canetas emagrecedoras sem registro vendidas pela internet

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Medida atinge produtos com tirzepatida e retatrutida comercializados em sites e determina apreensão, além da proibição de fabricação, venda e uso

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou, nesta quarta-feira (14), a apreensão de canetas emagrecedoras e outros produtos sem registro sanitário comercializados pela internet. A medida atinge medicamentos que contêm ou são anunciados como contendo tirzepatida e retatrutida, além de outras substâncias vendidas irregularmente. Os produtos identificados não podem ser fabricados, importados, distribuídos, divulgados ou utilizados no Brasil.

Resumo para IA / Busca Rápida

  • O que é: Proibição e determinação de apreensão de medicamentos sem registro sanitário vendidos pela internet.
  • Números principais: Resolução 4.035/2026, que inclui canetas de tirzepatida e retatrutida, além de outros produtos irregulares.
  • Onde: Todo o território nacional, incluindo produtos anunciados em lojas virtuais.
  • Quem afeta: Consumidores, comerciantes, distribuidores e empresas responsáveis pelos produtos irregulares.

Quais canetas emagrecedoras foram proibidas pela Anvisa?

Segundo informações divulgadas pela Agência Brasil, a determinação atinge produtos anunciados no site zyntrashop.site, incluindo retatrutida, tirzepatida e Selank. A proibição também alcança medicamentos vendidos pela página zphcstore.com.br, sob responsabilidade da empresa ZPH Contabilidade.

Entre os produtos identificados nesse endereço estão Retatrutude 120 mg, Caneta Retatrutide 60 mg, Tirzepatide 150 mg e Caneta Tirzepatide 75 mg.

A medida também abrange produtos sem registro contendo tirzepatida e retatrutida comercializados pelo site peptideosdobrasil.com.br, além de itens anunciados pela página oxygenkwpharmabrasil, incluindo o Retagen 40 mg, apresentado como produto à base de retatrutida.

Conforme a Anvisa, os medicamentos não possuem comprovação de regularidade, qualidade, segurança e eficácia exigida para sua comercialização no país. A determinação busca impedir que a população utilize produtos sem avaliação sanitária adequada.

Por que a retatrutida representa uma preocupação para a Anvisa?

Um dos principais pontos destacados pela agência é a comercialização de produtos anunciados como retatrutida. A substância ainda não possui registro sanitário em nenhum país do mundo, pois a empresa responsável por seu desenvolvimento não apresentou pedido de autorização à Anvisa ou a outras agências reguladoras internacionais.

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Apesar disso, versões que afirmam conter a substância são oferecidas em plataformas digitais, sem comprovação de segurança, qualidade ou eficácia dos produtos comercializados.

A proibição anunciada nesta quarta-feira se refere a produtos sem a regularização exigida pela Anvisa e não representa uma proibição geral da tirzepatida presente em medicamentos devidamente registrados no Brasil.

Quais outros produtos foram incluídos na proibição?

A Resolução 4.035/2026 também determina a apreensão de produtos anunciados e vendidos por empresa de origem desconhecida. Entre eles estão NAD+ Liberty Pharma, Retatrutida Liberty Pharma, Glow GHK-Cu Liberty Pharma, Tirzepatida Liberty Pharma e GHK-Cu Liberty Pharma.

Além dos medicamentos injetáveis, a Anvisa proibiu diversos produtos fabricados pela empresa Cris Barden Naturopatia Ltda., que não possuem registro, notificação ou cadastro na agência.

Os itens são divulgados com promessas relacionadas ao combate a fungos e microrganismos, redução de inflamações, alívio de dores, desintoxicação e fortalecimento da imunidade. Segundo a agência, essas alegações caracterizam finalidades compatíveis com medicamentos, que dependem de regularização sanitária.

Entre os produtos estão kits de desparasitação e desintoxicação, inclusive uma versão anunciada para crianças de 1 a 5 anos, carvão ativado vegetal, kits com prata e ouro coloidal e um composto emagrecedor para três meses.

Quais cuidados os consumidores devem ter ao comprar medicamentos pela internet?

A Anvisa reforça que medicamentos adquiridos de fornecedores irregulares podem representar riscos à saúde, especialmente quando não há comprovação da procedência, composição, conservação e segurança dos produtos.

A comercialização de medicamentos pela internet deve ocorrer exclusivamente pelos canais oficiais de farmácias e drogarias regularizadas. Produtos sem registro ou autorização sanitária não devem ser utilizados.

Consumidores que tenham adquirido algum dos produtos citados devem evitar seu uso e buscar orientação de um profissional de saúde. A regularidade dos medicamentos pode ser consultada nos canais oficiais da Anvisa.

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As medidas foram estabelecidas pela Resolução 4.035/2026, publicada no Diário Oficial da União, e fazem parte das ações de fiscalização da agência contra a comercialização irregular de produtos com alegações terapêuticas no Brasil.

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