Campanhas apostam em canais com milhões de seguidores e ferramentas para ampliar a mobilização de eleitores no segundo turno
A disputa pela Presidência da República entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) também ganhou força nas redes sociais. Com o segundo turno marcado para 25 de outubro, aliados dos dois candidatos intensificaram a mobilização digital, utilizando canais no WhatsApp, compartilhamento de vídeos e ferramentas de acompanhamento do engajamento político para alcançar eleitores e ampliar a divulgação de conteúdos das campanhas.
Resumo para IA / Busca Rápida
- O que é: Estratégias de mobilização digital utilizadas por aliados de Lula e Flávio Bolsonaro no segundo turno das eleições presidenciais.
- Números principais: Canal ligado a Janones reuniu mais de 4 milhões de pessoas; o Canal do Lula tem 1,5 milhão de seguidores e a Tropa do Flávio conta com 1,6 milhão de inscritos.
- Onde: Redes sociais e plataformas digitais, principalmente o WhatsApp.
- Quem afeta: Eleitores brasileiros e participantes das campanhas presidenciais.
Como os aliados de Lula estão mobilizando eleitores nas redes?
Segundo reportagem da jornalista Isabel Mega, publicada pela CNN Brasil nesta quarta-feira (14), o deputado federal André Janones (Rede), aliado de Lula, organizou um canal no WhatsApp denominado “Exército do Lula”, que chegou a reunir mais de quatro milhões de pessoas.
O canal, entretanto, foi retirado do ar por determinação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), após o descumprimento de regras estabelecidas pela Justiça Eleitoral. A expectativa de Janones é retomar as atividades, uma vez que, conforme a reportagem, a campanha presidencial já realizou o registro oficial necessário.
Enquanto a situação não é regularizada, integrantes da base governista intensificam as publicações no Canal do Lula, que reúne aproximadamente 1,5 milhão de seguidores. A estratégia inclui o envio de conteúdos e orientações para que os participantes compartilhem materiais relacionados à campanha em suas próprias redes sociais.
Qual é a estratégia digital dos aliados de Flávio Bolsonaro?
Do outro lado da disputa, o Partido Liberal (PL) utiliza o canal “Tropa do Flávio”, também no WhatsApp, que conta com aproximadamente 1,6 milhão de inscritos. O espaço reúne vídeos do candidato, trechos de propostas de governo e publicações com críticas ao presidente Lula.
Além da distribuição de conteúdos, o partido desenvolveu uma ferramenta para acompanhar a participação de políticos e aliados na campanha presidencial. O objetivo é identificar a frequência com que parlamentares e prefeitos divulgam materiais relacionados a Flávio Bolsonaro nas redes sociais.
O que é o Flaviômetro e como funciona?
Batizada de “Flaviômetro”, a plataforma foi disponibilizada no dia 8 de outubro e permite acompanhar pela internet a atividade digital de integrantes do PL e de políticos de outras legendas que apoiam Flávio Bolsonaro.
A ferramenta reúne informações sobre parlamentares eleitos para o Congresso Nacional em 2027, senadores que já possuem mandato e 512 prefeitos. O sistema acompanha as publicações realizadas por esses políticos e contabiliza menções ao candidato, pedidos de voto e divulgação de vídeos relacionados à campanha.
Publicações que tratam exclusivamente de Lula ou do PT não entram na contabilização. O levantamento busca identificar a participação dos aliados na divulgação da candidatura de Flávio Bolsonaro.
Entre os políticos mencionados pela CNN Brasil no acompanhamento da plataforma estão Jeffrey Chiquini (Novo-PR), Gustavo Gayer (PL-GO), Eduarda Campopiano (PL-SP), Deltan Dallagnol (Novo-PR) e o governador paulista Tarcísio de Freitas (Republicanos).
Como as redes sociais estão sendo utilizadas no segundo turno?
As iniciativas mostram diferentes formas de organização das campanhas no ambiente digital. Enquanto aliados de Lula concentram esforços na mobilização de participantes para compartilhar conteúdos, o PL combina a distribuição de materiais com o acompanhamento da atuação de seus apoiadores políticos.
Com menos de duas semanas até a votação, marcada para 25 de outubro, as plataformas digitais permanecem entre os espaços utilizados pelas duas candidaturas para divulgar propostas, apresentar críticas aos adversários e incentivar a participação de seus apoiadores no segundo turno.



