SC registra 225 tentativas de feminicídio em 2025: 5º pior do Brasil

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Florianópolis, a capital vibrante de Santa Catarina, liderou os registros de tentativas de feminicídio no estado em 2025, com 14 casos. Mas por trás desses números está uma realidade dura: 225 tentativas no total, o que posiciona SC como o 5º estado com mais ocorrências no Brasil. Você já parou para pensar no que isso significa para as mulheres que sobrevivem a esses ataques? Este artigo destrincha os dados oficiais, explica o crime e discute caminhos para mudar esse cenário alarmante.

O que é tentativa de feminicídio e por que os números crescem em SC?

A tentativa de feminicídio, prevista no artigo 121 do Código Penal, ocorre quando um homem tenta matar uma mulher por razões de gênero — como violência doméstica, discriminação ou menosprezo à condição feminina —, mas a morte não se consuma. Em Santa Catarina, esses casos subiram 6,64% em 2025, passando de 211 em 2024 para 225, segundo relatório do Ministério da Justiça e Segurança Pública divulgado em 20 de janeiro de 2026.

A taxa por habitante também aumentou: de 2,65 para 2,75 tentativas por 100 mil habitantes. Isso afeta 82 dos 295 municípios catarinenses, ou 27% do estado. Fevereiro foi o pior mês, com 47 registros, seguido por dezembro (21) e março (19). Na prática, isso quer dizer que, em média, quase uma tentativa por dia, expondo falhas na prevenção que vão além das estatísticas frias.

Florianópolis e outras cidades no epicentro do problema

Florianópolis registrou 14 tentativas, a maior marca estadual. Logo atrás vêm Blumenau e Criciúma, com 11 cada, e Itajaí com o mesmo número. Joinville e Palhoça tiveram 9 casos apiece. Essa concentração em centros urbanos levanta questões: será que o anonimato das grandes cidades facilita esses crimes, ou há fatores locais como desigualdades sociais e falhas no atendimento a denúncias?

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Esses dados, extraídos diretamente do relatório federal, mostram que o problema não é isolado — ele se espalha por todo o estado, demandando ações coordenadas entre prefeituras, polícia e serviços de apoio às vítimas.

Ranking nacional: SC em 5º, atrás de SP, RS, BA e MT

No cenário brasileiro, Santa Catarina fica em 5º lugar nas tentativas de feminicídio em 2025. Veja o topo da lista, conforme o Ministério da Justiça:

PosiçãoEstadoTentativas
1ºSP677
2ºRS264
3ºBA254
4ºMT241
5ºSC225
6ºGO209

Outros estados como PA (207), MA (154) e PR (147) seguem. Nota-se que regiões Sul e Nordeste lideram, o que sugere padrões regionais de violência de gênero influenciados por cultura, economia e acesso a justiça.

“Números alarmantes”: o alerta de especialistas e as sequelas invisíveis

“A divulgação desses números abre espaço para discutir políticas de prevenção”, alerta Tammy Fortunato, presidente da Comissão Nacional de Combate à Violência Doméstica da OAB Nacional. Ela enfatiza que sobreviventes de tentativas sofrem sequelas graves: “São mulheres atacadas com faca, arma de fogo ou esganaduras. Muitas ficam em cadeira de rodas, com ansiedade e depressão profunda.”

Tammy reforça: o foco não pode ser só na denúncia, mas na prevenção efetiva. “A população precisa cobrar dos eleitos políticas públicas reais. Sem isso, os números de tentativas e feminicídios consumados vão subir.” Em SC, os feminicídios consumados somaram 52 em 2025 — uma média de um por semana.

O começo preocupante de 2026 em Santa Catarina

O ano novo não trouxe trégua. Até 22 de janeiro de 2026, SC já registra pelo menos seis feminicídios. Destaques incluem:

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  • 1º jan, São João Batista: Stephanny Cassiana, esfaqueada com mais de 10 golpes; suspeito é companheiro de uma amiga.
  • 2 jan, Chapecó: Marivane Fátima Sampaio, 25 anos, morta pelo ex-companheiro, que se suicidou.
  • 9 jan, União do Oeste: Juvilete Kviatkoski e filha de 15 anos, mortas pelo marido/pai.
  • 16 jan, Itajaí: Isabela Miranda Borck, 17 anos, corpo encontrado após 45 dias; pai preso por feminicídio e estupro prévio.
  • 17 jan, Balneário Piçarras: Daiane Simão, 35 anos, morta pelo ex em frente à PM, apesar de medida protetiva; ele saíra da cadeia 4 dias antes.

Esses casos reais ilustram a urgência: medidas protetivas falham, e agressores voltam a atacar.

O que fazer? Caminhos para prevenção e apoio

Para quem vive essa realidade ou conhece vítimas, o primeiro passo é denunciar pelo 180 (Central de Atendimento à Mulher) ou 190 (PM). Na prática, políticas como educação escolar sobre igualdade de gênero, monitoramento rigoroso de agressores e rede de abrigos fortalecidos podem reduzir esses crimes. Estudos da OAB mostram que prevenção comunitária corta reincidências em até 30% em contextos semelhantes.

Fonte: CNN Brasil

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