quarta-feira, 20 maio, 2026

Uso de álcool, vape e maconha cresce entre adolescentes e preocupa especialistas

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O consumo de álcool, cigarros eletrônicos, maconha e outras substâncias entre adolescentes continua preocupando especialistas em saúde mental e dependência química. O alerta ganha força diante do crescimento do uso precoce dessas substâncias e do aumento dos impactos associados à ansiedade, depressão, acidentes, overdoses e transtornos psiquiátricos na juventude.

Embora parte dos adolescentes relate usar substâncias apenas ocasionalmente, médicos afirmam que mesmo episódios isolados já podem trazer consequências graves. Entre elas estão intoxicação alcoólica, acidentes de trânsito, relações sexuais desprotegidas, overdoses e maior exposição a situações de violência.

Segundo informações publicadas no Manual MSD, álcool, nicotina e maconha seguem como as substâncias mais consumidas por adolescentes. O avanço dos cigarros eletrônicos, principalmente entre jovens de classe média e alta, também mudou o cenário nos últimos anos.

Especialistas afirmam que a adolescência é uma fase especialmente vulnerável porque o cérebro ainda está em desenvolvimento. O uso frequente de substâncias nesse período aumenta o risco de dependência química na vida adulta e pode afetar memória, controle emocional, aprendizado e tomada de decisões.

Vape e maconha preocupam médicos

Os cigarros eletrônicos aparecem entre as maiores preocupações atuais. Muitos adolescentes começam o contato com nicotina justamente pelo vape, atraídos por sabores, aparência tecnológica e falsa percepção de menor risco.

Mas os efeitos estão longe de serem inofensivos.

Produtos para vaping podem conter concentrações elevadas de nicotina e THC — substância psicoativa da maconha — além de compostos químicos associados a lesões pulmonares graves.

O levantamento também aponta crescimento do consumo de maconha vaporizada entre estudantes do ensino médio.

Outro ponto que preocupa médicos é o aumento das overdoses em jovens, impulsionado pela presença de opioides sintéticos e fentanil no mercado ilegal de drogas.

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Entre os fatores que favorecem o uso precoce de substâncias estão pressão social, busca por pertencimento, sofrimento emocional, ansiedade, depressão, baixa supervisão familiar e influência do comportamento dos próprios pais.

Especialistas reforçam que mudanças bruscas de comportamento podem servir de alerta. Queda no desempenho escolar, isolamento, troca repentina de amizades, irritabilidade e perda de interesse em atividades habituais aparecem entre os sinais mais observados em adolescentes com possível transtorno por uso de substâncias.

Pais influenciam mais do que imaginam

Pesquisadores afirmam que o comportamento dos adultos dentro de casa tem impacto direto sobre adolescentes. Jovens expostos a consumo frequente de álcool ou tabaco na família tendem a normalizar esse comportamento com mais facilidade.

Por outro lado, acompanhamento próximo, diálogo constante e definição clara de limites funcionam como fatores de proteção.

Especialistas também defendem ampliação de políticas públicas voltadas à prevenção, educação sobre drogas nas escolas e acesso mais rápido a acompanhamento psicológico e psiquiátrico para adolescentes em sofrimento mental.

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