Tratado Mercosul-UE: Oportunidades e desafios para os pequenos negócios catarinenses

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A assinatura do Tratado Mercosul-União Europeia abre um novo capítulo para o comércio exterior. O acordo, que eliminará mais de 90% das tarifas entre os blocos, cria um cenário de grandes oportunidades e novos desafios competitivos para as empresas de Santa Catarina. A análise do Sebrae/SC detalha os impactos diretos para a economia do estado.

Panorama comercial e potencial catarinense

Atualmente, Santa Catarina tem um déficit comercial com a União Europeia. Em 2025, as importações (US$ 4,64 bilhões) superaram as exportações (US$ 1,35 bilhão). No entanto, a pauta exportadora do estado é mais sofisticada e diversificada, com forte presença de produtos industrializados. As importações, por sua vez, são concentradas em tecnologia e insumos estratégicos para a modernização da indústria local.

Segmentos com maior potencial de ganhos

O estudo destaca setores com oportunidades bilionárias para os pequenos negócios catarinenses. Confira os principais:

  • Apicultura: Com cerca de 170 pequenos empreendimentos no estado, o setor tem um potencial de mercado estimado em US$ 910,7 milhões. A tarifa de importação do mel, hoje em 17,3%, será zerada dentro de cotas que expandem anualmente.
  • Agroindústria: Cerca de 19,8 mil pequenos negócios (carnes, massas, bebidas, laticínios) podem explorar um mercado potencial de US$ 109,2 bilhões. A liberalização ocorre principalmente por meio de cotas tarifárias com redução significativa ou eliminação de impostos.
  • Metalmecânica e Automotivo: Segmentos que reúnem aproximadamente 94,6 mil empresas no estado. O acordo prevê tarifa zero imediata ou em até 4 anos para uma série de produtos, como autopeças e máquinas industriais.

Desafios competitivos no mercado interno

Apesar das oportunidades, o tratado também traz pressão competitiva. A redução tarifária facilitará a entrada de produtos europeus no Brasil. Consequentemente, empresas menos eficientes ou com menor nível tecnológico podem enfrentar dificuldades, especialmente nos setores automotivo e metalmecânico.

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“A previsão de tarifa zero representa um ganho competitivo relevante. Os dados mostram oportunidades bilionárias para os pequenos negócios, mas esse novo cenário também exige investimentos em qualificação, inovação e eficiência”, explica Carlos Henrique Ramos Fonseca, diretor superintendente do Sebrae/SC.

Apoio estratégico para a exportação

Para capacitar as empresas, o Sebrae/SC atua como um agente fundamental. Por meio do Programa de Qualificação para Exportação (PEIEX), em parceria com a ApexBrasil, a instituição oferece atendimento personalizado e subsidiado. O programa inclui diagnóstico exportador, apoio à adequação técnica e orientação para acesso a mercados internacionais.

Em resumo, o tratado é uma oportunidade histórica para Santa Catarina. No entanto, os ganhos dependem diretamente do preparo das empresas para atender às exigências técnicas e competitivas do mercado europeu.

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