O Brasil voltou a registrar aumento de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave entre crianças menores de 2 anos, segundo o novo boletim InfoGripe divulgado nesta quinta-feira (14) pela Fiocruz. O crescimento aparece em todos os estados do país e vem sendo puxado principalmente pela circulação do vírus sincicial respiratório, o VSR, conhecido por provocar bronquiolite e infecções pulmonares em bebês.
Em análise publicada pela CNN Brasil com base nos dados da Fiocruz, pesquisadores observaram que as demais faixas etárias seguem relativamente estáveis nas internações por SRAG. Entre crianças pequenas, porém, a curva voltou a subir nas últimas semanas.
O boletim também identificou avanço das hospitalizações por influenza A em estados do Sul e em partes do Sudeste e Norte do país. Hoje, mais da metade das mortes associadas à SRAG tem relação com a gripe, sobretudo entre idosos.
Mesmo em baixa circulação, a Covid-19 continua aparecendo como a segunda principal causa de mortes por síndrome respiratória grave na população idosa.
Capitais entram em alerta
Os pesquisadores contabilizaram mais de 57 mil casos de SRAG registrados no país apenas em 2026. Quase metade teve confirmação laboratorial para algum vírus respiratório. Outra parcela ainda aguarda resultado.
Pelo menos 15 capitais apresentaram nível de atividade considerado de alerta, risco ou alto risco nas últimas duas semanas. Entre elas estão São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Salvador e Manaus.
O rinovírus — um dos principais causadores de resfriados comuns — também aparece entre os responsáveis pelo aumento das internações, especialmente entre crianças pequenas. Em alguns casos, as complicações respiratórias evoluem rapidamente.
Especialistas reforçam que vacinação continua sendo a principal forma de prevenção, principalmente para idosos, crianças pequenas, gestantes e pessoas com doenças crônicas.
Tatiana Portella, pesquisadora do Programa de Computação Científica da Fiocruz, lembra que a vacina contra influenza segue disponível para grupos prioritários e destaca ainda a oferta de anticorpos monoclonais contra o VSR no SUS para bebês prematuros e crianças pequenas com comorbidades.





