O governo federal adiou para 1º de janeiro de 2027 a obrigatoriedade da nova Carteira de Identidade Nacional como base principal da biometria usada no INSS e em programas sociais. A decisão foi oficializada pelo Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos e dá mais tempo para integração dos sistemas públicos responsáveis pela validação dos dados dos brasileiros.
Na prática, aposentados, pensionistas e segurados que já possuem biometria cadastrada em outras bases oficiais ainda poderão utilizar esses registros pelos próximos anos. Dados coletados por órgãos como Tribunal Superior Eleitoral, Polícia Federal e sistemas ligados à CNH continuarão válidos até o fim de 2027, desde que tenham sido cadastrados até dezembro de 2026.
As informações divulgadas pelo governo federal apontam que o adiamento busca evitar falhas na migração das bases biométricas e impedir dificuldades no acesso a aposentadorias, pensões e benefícios sociais enquanto a nova estrutura nacional ainda está em fase de consolidação.
Governo quer unificar identificação em base única
A nova Carteira de Identidade Nacional deve se tornar o principal documento de identificação do país. O modelo utiliza o CPF como número único nacional e integra sistemas biométricos considerados mais modernos para autenticação de identidade.
A intenção do governo é concentrar informações em uma única base para reduzir fraudes e ampliar o controle sobre pagamentos previdenciários e programas assistenciais.
A mudança vale para processos de concessão, renovação e manutenção de benefícios do INSS. Mesmo assim, a transição continuará acontecendo de forma gradual.
O adiamento também evita corrida imediata pela emissão da nova identidade, já que milhões de brasileiros ainda não fizeram a substituição do antigo RG pela CIN.





