Mounjaro e álcool: médica alerta para riscos da combinação

Compartilhe essa notícia:

Quem usa Mounjaro e bebe álcool precisa ter cautela: neste sábado (12), a endocrinologista Marcele Quesada alerta que a combinação com tirzepatida pode piorar efeitos gastrointestinais, aumentar o risco de hipoglicemia em pessoas com diabetes e não tem uma quantidade segura definida por estudos clínicos robustos.

Mounjaro e álcool podem pesar mais no fígado e no estômago

O remédio e o álcool não costumam andar bem juntos porque os dois são metabolizados pelo fígado e podem sobrecarregar o órgão. No caso da tirzepatida, a mistura também pode intensificar sintomas como náusea, diarreia, vômitos, constipação, dispepsia/indigestão e dor abdominal.

Marcele Quesada explicou que o álcool pode piorar esses efeitos e favorecer desidratação, sobretudo quando há vômitos ou diarreia. Ela também afirmou que não há estudos clínicos robustos que determinem uma quantidade de álcool considerada segura durante o tratamento.

O risco merece atenção especial entre pessoas com diabetes. A tirzepatida, usada sozinha, tem baixo risco de hipoglicemia, mas esse perigo sobe quando o medicamento entra junto com outras classes para controle da glicemia, como insulina ou sulfonilureias. O álcool, principalmente em jejum ou em grande quantidade, também pode favorecer hipoglicemia.

Em pequenas quantidades, especialmente quando vem com comida, o álcool costuma ter pouco impacto no controle glicêmico de longo prazo. Já o consumo excessivo aumenta a ingestão calórica, favorece ganho de peso e provoca alterações da glicemia.

Pancreatite exige avaliação individual

A possibilidade de pancreatite também preocupa usuários da tirzepatida. A endocrinologista fez questão de separar as coisas: “Não é correto dizer que álcool + Mounjaro causa pancreatite. O mais correto é dizer que o consumo excessivo de álcool é um fator de risco independente. O que temos de evidências científicas é que grandes ensaios clínicos e meta-análises mostram que pancreatite com tirzepatida é rara”.

LEIA TAMBÉM  Jejum para exames de sangue pode ser desnecessário, aponta estudo

Mesmo assim, ela disse que pacientes com histórico de pancreatite ou consumo elevado devem ser avaliados individualmente para uso da tirzepatida. A orientação geral é evitar álcool durante o tratamento, sobretudo quando surgem sintomas gastrointestinais.

  • Evitar beber em jejum, principalmente se a pessoa tem diabetes ou utiliza insulina ou sulfonilureia;
  • Evitar grandes quantidades de álcool de uma vez.
  • Manter boa hidratação, alternando álcool com água.
  • Ter atenção especial se estiver começando a tirzepatida ou progredindo a dose, período em que os sintomas gastrointestinais tendem a ser mais frequentes.
  • E caso apresente sintomas como: náuseas, vômitos, diarreia ou não estiver conseguindo se alimentar bem, o ideal é não consumir álcool.
  • Se apresentar dor abdominal intensa e persistente, especialmente irradiando para as costas, com ou sem vômitos, é necessário procurar avaliação médica.
  • A medicação deve ser utilizada conforme prescrição; não se deve ajustar ou omitir doses por conta própria. E não suspender a tirzepatida simplesmente porque pretende beber.

As informações são da CNN Brasil.

Siga-nos no

Google News

Siga nas Redes Sociais

5,000FãsCurtir
11,450SeguidoresSeguir
260SeguidoresSeguir
760InscritosInscrever

Últimas Notícias

Notícias Relacionadas