Anvisa aprova dois novos medicamentos à base de semaglutida, incluindo genérico e similar

Compartilhe essa notícia:

Agência autorizou genérico do Ozivy da EMS e o similar Semaclique da Germed. Novos produtos devem ampliar acesso e reduzir preços das canetas para diabetes e obesidade.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou dois novos medicamentos injetáveis à base de semaglutida obtida por via sintética. Os registros foram publicados no Diário Oficial da União desta segunda-feira (17). A semaglutida ficou conhecida por ser o princípio ativo das “canetas emagrecedoras” Ozempic e Wegovy, usadas no tratamento para a diabetes mellitus tipo 2 e também para o controle da obesidade. Com as novas aprovações, a expectativa é de ampliação do acesso e redução de preços.

  • O que é: Aprovação de dois novos medicamentos à base de semaglutida sintética pela Anvisa.
  • Números principais: 1 genérico (EMS); 1 similar (Semaclique/Germed); 4 apresentações aprovadas; semaglutida 1,34 mg/mL.
  • Onde: Em todo o Brasil, incluindo Chapecó e Oeste Catarinense, onde pacientes buscam tratamento para diabetes e obesidade.
  • Quem afeta: Pacientes com diabetes tipo 2, obesidade, médicos prescritores e o sistema de saúde.

Quais são os novos medicamentos aprovados pela Anvisa?

Em maio, a farmacêutica EMS obteve o primeiro registro de semaglutida sintética no país, no medicamento Ozivy. Agora, a EMS foi autorizada a comercializar o genérico do Ozivy, que poderá chegar ao mercado com preços mais baixos. Como se trata de um remédio genérico, no entanto, a nova caneta não pode ter um nome comercial.

Além do genérico, a Anvisa também aprovou um medicamento similar à base de semaglutida do laboratório Germed, vinculado à EMS. Neste caso, além do princípio ativo, a versão similar pode ter nome e características próprias, sem alterar o princípio ativo, além de embalagem e rotulagem diferentes do remédio de referência. Este produto será vendido como Semaclique.

LEIA TAMBÉM  Meu SUS Digital permite consultar carteira de vacinação e certificados

Como a semaglutida age no organismo?

A semaglutida é um análogo do GLP-1 (peptídeo semelhante ao glucagon), um hormônio que regula o apetite e a liberação de insulina. O medicamento atua reduzindo a fome, aumentando a sensação de saciedade e controlando os níveis de glicose no sangue. Por isso, é indicado para o tratamento da diabetes tipo 2 e, em algumas formulações, para o controle da obesidade em pacientes com sobrepeso e comorbidades.

Como devem ser usados os medicamentos?

O registro da agência reguladora reconhece o uso dos medicamentos aliado à dieta e aos exercícios físicos. Eles são administrados semanalmente e devem ficar armazenados em geladeira (em temperaturas de 2°C a 8°C) antes e depois de iniciado o tratamento. A Anvisa reforça ainda a necessidade do acompanhamento médico para o uso das canetas de semaglutida: “Como todos os medicamentos do tipo GLP-1, a semaglutida sintética está sujeita à prescrição de receita médica em duas vias”.

Quais são as apresentações aprovadas pela Anvisa?

A Anvisa aprovou quatro apresentações dos medicamentos:

  • Solução injetável de semaglutida 1,34 mg/mL em sistema de aplicação preenchido (multidose e descartável) com 1,5 ml + 1 caneta + 6 agulhas;
  • Solução injetável de semaglutida 1,34 mg/mL em sistema de aplicação preenchido (multidose e descartável) com 3 ml + 2 canetas + 10 agulhas;
  • Solução injetável de semaglutida 1,34 mg/mL em sistema de aplicação preenchido (multidose e descartável) com 1,5 ml + 1 caneta + 4 agulhas;
  • Solução injetável de semaglutida 1,34 mg/mL em sistema de aplicação preenchido (multidose e descartável) com 3 ml + 2 canetas + 8 agulhas.

Qual o impacto para os pacientes de Chapecó?

Em Chapecó e no Oeste Catarinense, onde o número de pacientes com diabetes tipo 2 e obesidade tem crescido, a aprovação do genérico e do similar à base de semaglutida representa uma esperança de tratamento mais acessível. Com a entrada de versões mais baratas no mercado, mais pessoas poderão ter acesso ao medicamento, que antes era restrito a quem podia pagar pelos produtos de referência.

LEIA TAMBÉM  Pessoas com mais de 70 anos passam a poder doar sangue no Brasil

Pacientes da região devem consultar seus médicos para avaliar a substituição do medicamento e iniciar o tratamento com as novas opções, sempre com acompanhamento profissional e prescrição médica.

Com informações da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e do Diário Oficial da União.

Siga-nos no

Google News

Siga nas Redes Sociais

5,000FãsCurtir
11,450SeguidoresSeguir
260SeguidoresSeguir
760InscritosInscrever

Últimas Notícias

Notícias Relacionadas

Jovem é levado à delegacia após furtar creme de avelã em Chapecó

Produtos avaliados em R$ 93,99 foram colocados nos bolsos do casaco; ação foi identificada...

TSE estuda desativar canais políticos 48h antes da eleição

Uma minuta de resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) prevê que canais de Whatsapp...

Defesa Civil atendeu 21 chamados em Chapecó, hoje

Alagamentos, interdições de ruas e áreas de risco mobilizaram equipes municipais em nove bairros...

PM apreende mais de 44 quilos de maconha e prende homem em Chapecó

Ocorrência começou após denúncia sobre forte cheiro de droga em veículo estacionado no bairro...