Resumo
A Anvisa proibiu a comercialização e o uso das canetas emagrecedoras Gluconex e Tirzedral. Os produtos não possuem registro oficial e têm origem desconhecida, o que impede a garantia de sua qualidade e segurança.
Destaques da proibição
- Irregularidade sanitária: As marcas Gluconex e Tirzedral não possuem registro, notificação ou cadastro na Anvisa.
- Fabricante desconhecido: A empresa responsável pela produção das canetas não foi identificada pelo órgão regulador.
- Princípio ativo: Os medicamentos utilizam a tirzepatida, mesma substância do remédio Mounjaro.
- Orientações: Profissionais e pacientes devem denunciar a presença desses produtos nos canais da Vigilância Sanitária.
Entenda a decisão da Anvisa
Conforme apuração original do portal CNN Brasil – Saúde, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu a comercialização, distribuição, importação e o uso das canetas emagrecedoras das marcas Gluconex e Tirzedral. A medida foi tomada porque a fabricante dos produtos não foi identificada e os medicamentos não possuem qualquer tipo de registro, notificação ou cadastro junto à agência reguladora.
Em nota oficial, a Anvisa alertou que não existe garantia sobre o conteúdo ou a qualidade das canetas, uma vez que são consideradas irregulares e de origem desconhecida. O órgão orienta que pacientes e profissionais de saúde que encontrarem esses produtos no mercado notifiquem a Anvisa imediatamente pelos canais oficiais de atendimento ou procurem a Vigilância Sanitária local.
A substância tirzepatida e o mercado brasileiro
As canetas proibidas utilizam a tirzepatida como princípio ativo. Essa é a mesma molécula presente no Mounjaro, medicamento que ainda possui patente vigente no Brasil. Por esse motivo, a Anvisa esclarece que não há previsão para a liberação de versões genéricas desse produto no país.
Existe uma diferença técnica entre os medicamentos disponíveis no mercado. Enquanto o Mounjaro atua nos receptores de dois hormônios distintos, produtos como o Ozempic e o Wegovy — compostos por semaglutida em dosagens diferentes — agem apenas nos receptores do hormônio GLP-1. A semaglutida atua na secreção de insulina pelo pâncreas, ajudando a regular a glicose no sangue e a reduzir o apetite.
Comparação de eficácia entre medicamentos
Um estudo publicado em maio de 2025 no The New England Journal of Medicine apresentou dados comparativos entre as substâncias. A pesquisa indicou que a tirzepatida pode proporcionar uma redução de peso superior à da semaglutida. De acordo com o levantamento, participantes tratados com tirzepatida tiveram uma redução média de peso de 20,2%, enquanto os tratados com semaglutida alcançaram 13,7%.
Em números absolutos, os pacientes que utilizaram tirzepatida perderam, em média, 22,8 kg ao final de 72 semanas de tratamento. Já os usuários de semaglutida perderam 15,0 kg no mesmo período. Além disso, 64,6% dos participantes que usaram tirzepatida conseguiram perder pelo menos 15% do peso corporal, contra 40,1% do grupo que utilizou a semaglutida.






