Anvisa aprova novo tratamento para câncer agressivo no sangue no Brasil

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Resumo

A Anvisa aprovou nesta terça-feira o registro do Columvi (glofitamabe) no Brasil para adultos com linfoma difuso de grandes células B recidivado ou refratário, um câncer no sangue agressivo. O remédio, da classe dos anticorpos biespecíficos, foi liberado com base no estudo STARGLO.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária aprovou o Columvi (glofitamabe) para pacientes adultos com linfoma difuso de grandes células B recidivado ou refratário, um tipo agressivo de câncer no sangue, e abriu uma nova opção para quem já passou pela primeira linha de tratamento e não pode fazer transplante autólogo de células-tronco. O remédio também alcança pacientes na terceira linha ou em fases mais avançadas da doença.

O que o remédio faz dentro do corpo

Renato Tavares, hematologista e membro da diretoria da ABHH – Associação Brasileira de Hematologia e Hemoterapia e Terapia Celular, explicou que “na prática, o medicamento funciona como uma estrutura de conexão entre as células de defesa e as células doentes. Uma extremidade se liga à célula tumoral e a outra se fixa à célula T (a célula de defesa do próprio corpo)”.

O glofitamabe pertence à classe dos anticorpos biespecíficos. No Brasil, o linfoma difuso de grandes células B recidivado ou refratário responde por cerca de 1 a cada 3 casos entre os linfomas não Hodgkin e é o subtipo mais comum. A estimativa é de que cerca de 4 mil pessoas recebam esse diagnóstico por ano no país.

Os números do estudo que sustentou a liberação

De acordo com os resultados do estudo clínico global de Fase III, STARGLO, o uso do medicamento em combinação com a quimioterapia reduziu em 41% o risco de morte em comparação ao protocolo tradicional. O mesmo estudo mostrou remissão completa em 50,3% dos participantes que receberam o novo esquema, ante 22% do grupo comparativo, além de queda de 63% no risco de progressão.

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Renato Tavares disse ainda que “hoje, no Brasil, para o paciente recidivado e refratário o potencial curativo só é uma realidade por meio de terapias celulares avançadas, como a terapia CAR-T, de difícil acesso. Com essa aprovação, uma grande quantidade de pessoas neste cenário passará a contar com este tratamento, que pode ser iniciado poucos dias após a recomendação médica, o que é essencial diante da agressividade da doença, que rapidamente progride”.

A terapia tem duração fixa de aproximadamente 8,3 meses, é aplicada por infusão intravenosa e pode ser feita em ambiente ambulatorial, sem necessidade de internação. 

As informações são da CNN Brasil – Saúde. Crédito da imagem: Freepik.

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