Pela primeira vez neste século, nenhuma mulher integra chapas presidenciais competitivas

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Seis candidaturas à frente nas pesquisas são formadas exclusivamente por homens. Última vez que uma mulher esteve em chapa competitiva foi em 2022, com Simone Tebet e Soraya Thronicke.

A eleição presidencial de 2026 terá um cenário inédito neste século: nenhuma mulher integra as chapas dos partidos com representação no Congresso Nacional que estão entre as candidaturas mais competitivas na disputa pelo Palácio do Planalto. A definição ocorreu após o candidato do PL, Flávio Bolsonaro, anunciar o deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL) como candidato a vice-presidente. Com a escolha, as seis candidaturas que aparecem atualmente à frente nas pesquisas são formadas exclusivamente por homens, tanto na cabeça de chapa quanto na vice.

  • O que é: Ausência de mulheres nas chapas presidenciais competitivas nas eleições de 2026, cenário inédito neste século.
  • Números principais: 6 chapas competitivas exclusivamente masculinas; 13 candidaturas confirmadas; 5 mulheres em chapas de partidos sem representação no Congresso.
  • Onde: Em todo o Brasil, incluindo Chapecó e Oeste Catarinense, onde eleitores acompanham o cenário político nacional.
  • Quem afeta: Eleitoras, candidatas, partidos políticos e a representatividade feminina na política brasileira.

Quais chapas competitivas são exclusivamente masculinas?

Após a definição das chapas, as seis candidaturas que lideram as pesquisas de intenção de voto são compostas exclusivamente por homens. Entre elas estão as chapas do PL (Flávio Bolsonaro e Alfredo Gaspar), do PT (Gleisi Hoffmann desistiu, mas o partido ainda não definiu candidato), do PSDB, do PSD, do MDB e do União Brasil — todas com candidatos homens tanto para presidente quanto para vice. Até o momento, nenhuma mulher figura entre os nomes mais competitivos da disputa.

Onde estão as mulheres na disputa presidencial?

Ao todo, 13 candidaturas à Presidência já foram confirmadas. As únicas mulheres presentes estão em chapas de partidos sem representação no Congresso Nacional e considerados menos competitivos eleitoralmente. Entre elas estão Samara Martins (UP), candidata a presidente, além de Cleusa Santos (PCB), Vanessa Portugal (PSTU), Clariana Barão (DC) e Fabiana Torquato (DC), que aparecem como candidatas a vice. Nenhuma delas integra uma chapa de partido com peso relevante na disputa nacional.

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Como era o cenário em eleições anteriores?

O cenário contrasta com as últimas eleições presidenciais. Desde 2002, primeira eleição do século, pelo menos uma mulher esteve em uma chapa de partido competitivo, seja como candidata à Presidência ou como vice. Em 2022, Simone Tebet foi candidata à Presidência pelo MDB, enquanto Soraya Thronicke disputou o cargo pelo União Brasil. Ciro Gomes teve Ana Paula Matos como candidata a vice pelo PDT. Já em 2018, Marina Silva concorreu à Presidência, enquanto outras mulheres também integraram chapas competitivas como vices.

A presença feminina também marcou as eleições de 2014, quando Dilma Rousseff disputou a reeleição pelo PT, Marina Silva concorreu pelo PSB e Luciana Genro foi candidata pelo PSOL. Em 2010, Dilma tornou-se a primeira e, até hoje, única mulher eleita presidente do Brasil.

Por que as mulheres estão ausentes das chapas competitivas em 2026?

A ausência de mulheres nas principais chapas de 2026 ocorre justamente em um período de discussão sobre a participação feminina na política brasileira. Embora a legislação eleitoral estabeleça mecanismos para ampliar a presença das mulheres nas disputas proporcionais — como a reserva de recursos do fundo partidário e a cota mínima de candidaturas femininas para vereadores e deputados —, não existe exigência de que partidos formem chapas presidenciais com participação feminina. A decisão de cada legenda sobre quem ocupará a cabeça de chapa e a vice-presidência é discricionária, e a negociação política acabou deixando as mulheres de fora das candidaturas mais competitivas.

Qual o impacto da ausência feminina para Chapecó e o Oeste Catarinense?

Em Chapecó e no Oeste Catarinense, onde a participação política feminina tem crescido em âmbito municipal e estadual, o cenário nacional levanta questionamentos sobre a representatividade das mulheres nos espaços de poder. Eleitoras da região, que acompanham com atenção o debate sobre equidade de gênero, podem ver na ausência de mulheres nas chapas presidenciais um retrocesso simbólico, ainda que as lideranças femininas locais sigam atuando em suas comunidades.

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Com as convenções partidárias encerradas e as principais candidaturas definidas, o cenário da disputa presidencial deste ano coloca os homens novamente como protagonistas das chapas consideradas competitivas. A eleição, portanto, será a primeira deste século em que nenhuma mulher estará na corrida pela Presidência ou Vice-Presidência em uma candidatura de partido com representação no Congresso e peso relevante na disputa nacional.

Com informações da CNN Brasil e da Folha de S.Paulo.

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