Mercado reduz projeção de inflação para 5,16% em 2026 e mantém Selic em 14%

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Boletim Focus indica queda na expectativa do IPCA pela segunda semana seguida. Projeção para o PIB cresceu 1,99% e dólar deve encerrar o ano em R$ 5,20.

Pela segunda semana consecutiva, o mercado financeiro reduz a expectativa de inflação no Brasil em 2026. Segundo o boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (13) pelo Banco Central, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) projetado para o ano caiu para 5,16%. Na semana passada, a projeção era de 5,30%. Os demais índices projetados pelo boletim para 2026 — PIB, câmbio e Selic — se mantiveram estáveis, com a taxa básica de juros prevista em 14% ao ano.

  • O que é: Boletim Focus, pesquisa do Banco Central com agentes do mercado financeiro sobre indicadores econômicos.
  • Números principais: IPCA projetado em 5,16% para 2026; Selic em 14% ao ano; PIB de 1,99%; dólar a R$ 5,20.
  • Onde: Em todo o Brasil, incluindo Chapecó e Oeste Catarinense, onde consumidores e empresários sentem os efeitos da inflação e dos juros.
  • Quem afeta: Consumidores, empresas, investidores e formuladores de políticas econômicas.

Por que o mercado reduziu a projeção de inflação?

A queda na projeção do IPCA para 5,16% reflete a desaceleração da inflação observada nos últimos meses. Em junho, o IPCA fechou em 0,16%, o menor resultado mensal desde outubro de 2025, impulsionado pela primeira queda dos preços dos alimentos desde novembro do ano passado. Os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que a inflação perdeu força pelo quarto mês consecutivo.

Em 12 meses, o IPCA soma 4,64%, ainda acima do centro da meta de 3%, mas abaixo do acumulado de maio (4,72%). A tendência de desaceleração tem sido acompanhada de perto pelo Banco Central e pelo mercado, que ajustam suas projeções conforme os novos dados.

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Qual é a projeção para o PIB, o câmbio e a Selic?

Com relação ao Produto Interno Bruto (PIB), o mercado projeta crescimento de 1,99% em 2026, mantendo a estimativa da semana anterior. Para 2027 e 2028, o crescimento projetado está em 1,65% e 2%, respectivamente.

Ao final de 2026, a expectativa é de que o dólar esteja cotado a R$ 5,20. Para 2027 e 2028, as cotações projetadas estão em R$ 5,28 e R$ 5,34.

A projeção da taxa básica de juros (Selic) para 2026 se manteve em 14% pela terceira semana consecutiva. A taxa atual, estabelecida pelo Copom em 17 de junho, é de 14,25%. Com isso, há expectativas de, pelo menos, uma redução na taxa até o final do ano. A próxima reunião do Copom está prevista para os dias 4 e 5 de agosto.

Como essas projeções impactam Chapecó e o Oeste Catarinense?

Em Chapecó e no Oeste Catarinense, a redução na expectativa de inflação traz alívio para o bolso dos consumidores, especialmente no custo dos alimentos, que pesa significativamente no orçamento familiar. A queda no IPCA de junho, com destaque para carnes, frutas e café mais baratos, já reflete essa tendência.

Para os empresários locais, a manutenção da Selic em 14% e a expectativa de cortes futuros podem significar acesso a crédito mais barato nos próximos meses, estimulando investimentos e a expansão dos negócios. O crescimento projetado do PIB em 1,99% também sinaliza um ambiente econômico favorável para a região, que tem no agronegócio e no comércio seus principais motores.

O que esperar para a inflação e os juros nos próximos meses?

A tendência de queda da inflação, aliada à desaceleração dos preços dos alimentos, pode abrir espaço para novas reduções da Selic pelo Copom. A próxima reunião do comitê, em agosto, será decisiva para confirmar se o ciclo de cortes iniciado em março continuará.

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O mercado acompanha de perto os dados de inflação e atividade econômica. Se o IPCA continuar cedendo, a expectativa é de que a Selic termine 2026 em 14% ou até abaixo, o que beneficiaria o consumo e o investimento.

Com informações do Banco Central, do boletim Focus e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

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