Mercado reduz projeção de inflação para 5,02% em 2026 pela sexta semana consecutiva

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Boletim Focus também revisa PIB para 1,98% e mantém Selic projetada em 13,75%. Copom reduziu juros para 14% na última reunião, a quarta queda consecutiva.

Pela sexta semana consecutiva, o mercado financeiro revê para baixo as expectativas que tem para a inflação em 2026. De acordo com o Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (10) pelo Banco Central (BC), o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deve fechar o ano em 5,02%. A projeção está abaixo dos 5,16% projetados há quatro semanas e dos 5,03% projetados na semana passada.

  • O que é: Boletim Focus, pesquisa do Banco Central com agentes do mercado financeiro sobre indicadores econômicos.
  • Números principais: IPCA projetado em 5,02% para 2026; PIB em 1,98%; Selic em 13,75%; dólar em R$ 5,20.
  • Onde: Em todo o Brasil, incluindo Chapecó e Oeste Catarinense, onde consumidores e empresários sentem os efeitos da inflação e dos juros.
  • Quem afeta: Consumidores, empresas, investidores e formuladores de políticas econômicas.

O que mostram as projeções do Boletim Focus para 2026?

Foram também revisadas para baixo as expectativas para a economia, com uma previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 1,98%, após cinco semanas consecutivas com projeções estabilizadas em 1,99%. Já as projeções para o câmbio estão estáveis em R$ 5,20 há oito semanas, enquanto para a taxa básica de juros repetem as mesmas expectativas da semana passada — de que a Selic fechará 2026 em 13,75%.

Como ficam as projeções para 2027 e 2028?

Os quatro índices de expectativas do mercado financeiro para os anos 2027 e 2028 apresentaram estabilidade em relação à semana anterior. O único que registrou variação foi o relativo ao PIB de 2027, que passou de 1,57% para 1,52%. As projeções para 2027 são: inflação de 4,22%; dólar a R$ 5,28; e Selic em 12%. Para 2028, as projeções se mantiveram em 3,80% para a inflação; 2% para o PIB; R$ 5,30 para o dólar; e 10,50% para a Selic.

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Como o Banco Central usa a Selic para controlar a inflação?

O BC utiliza a Selic, os juros básicos da economia, como um instrumento para reduzir o ritmo da atividade econômica e, com isso, tentar controlar a inflação. Quando o juro sobe ou fica alto por muito tempo, o crédito encarece, ficando mais caro para quem compra no cartão, nas parcelas de produtos e no financiamento de imóveis, levando a uma perda de força no consumo. Quando há redução, a expectativa é de estímulo para a economia e de um menor risco de descontrole nos preços.

O que decidiu o Copom na última reunião?

Na última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), encerrada no dia 5 de agosto, a taxa Selic foi reduzida em 0,25 ponto percentual, passando de 14,25% para 14% ao ano. Foi a quarta redução consecutiva dos juros básicos. Segundo o Banco Central, o corte é compatível com a estratégia de convergência da inflação para a meta nos próximos períodos. O BC afirmou que a decisão busca, além da estabilidade de preços, suavizar as oscilações da atividade econômica e favorecer o emprego.

Quais são as avaliações do Copom sobre o cenário atual?

O Copom manteve a avaliação de que o cenário externo exige cautela, diante das incertezas relacionadas aos conflitos no Oriente Médio e à política monetária de economias avançadas. No cenário doméstico, o comitê observou desaceleração gradual da atividade econômica, embora o mercado de trabalho continue aquecido. O BC destacou que a inflação recente perdeu força, mas permanece acima do limite superior da meta, ainda que os núcleos de inflação tenham mostrado desaceleração.

Como as projeções impactam Chapecó e o Oeste Catarinense?

Em Chapecó e no Oeste Catarinense, a redução na expectativa de inflação traz alívio para o bolso dos consumidores, especialmente no custo dos alimentos, que pesa significativamente no orçamento familiar. A queda projetada da Selic para 13,75% ao final de 2026 pode significar crédito mais barato para empresas e consumidores, estimulando investimentos e a expansão dos negócios na região. O crescimento projetado do PIB em 1,98% também sinaliza um ambiente econômico favorável para a região, que tem no agronegócio, na indústria e no comércio seus principais motores.

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Para os consumidores locais, a tendência de queda da inflação e a expectativa de juros mais baixos podem beneficiar o planejamento financeiro e o acesso ao crédito. Empresários da região devem acompanhar as decisões do Copom e as projeções do mercado para ajustar seus planos de investimento e gestão de custos.

Com informações do Banco Central, do boletim Focus e do Comitê de Política Monetária (Copom).

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