Dólar sobe a R$ 5,10 e bolsa recua com tarifas dos EUA sobre produtos brasileiros

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Ibovespa cai 1,24% e petróleo opera em baixa apesar de tensões no Oriente Médio. Mercado repercute impacto das tarifas de 25% sobre exportações brasileiras.

Os mercados financeiros encerraram a quinta-feira (16) em clima de cautela. O dólar voltou a subir e fechou próximo de R$ 5,10, refletindo o fortalecimento da moeda estadunidense no exterior e os efeitos da confirmação de tarifas dos Estados Unidos sobre parte das exportações brasileiras. A bolsa brasileira acompanhou o movimento de aversão ao risco e recuou mais de 1%, enquanto o petróleo fechou em queda, apesar da escalada das tensões no Oriente Médio.

  • O que é: Fechamento dos mercados financeiros com dólar em alta, bolsa em queda e petróleo em baixa.
  • Números principais: Dólar a R$ 5,098 (+0,40%); Ibovespa a 173.825 pontos (-1,24%); petróleo Brent a US$ 84,23 (-0,85%).
  • Onde: Impacto em todo o Brasil, incluindo Chapecó e Oeste Catarinense, onde exportadores e investidores sentem os efeitos.
  • Quem afeta: Empresários, investidores, consumidores e trabalhadores da indústria e do agronegócio.

Por que o dólar subiu e a bolsa caiu?

A valorização do dólar foi impulsionada principalmente pelo cenário externo. O dólar comercial encerrou esta quinta-feira vendido a R$ 5,098, com alta de R$ 0,021 (+0,4%). Na máxima do dia, por volta das 14h15, chegou a R$ 5,11, mas desacelerou nas horas finais de negociação. Apesar da alta desta quinta, a divisa cai 7,12% em 2026.

Dados da economia estadunidense mostraram um mercado de trabalho resiliente e consumo ainda aquecido, fortalecendo a expectativa de manutenção dos juros elevados nos Estados Unidos e favorecendo a moeda americana frente às divisas de países emergentes. Os pedidos semanais de auxílio-desemprego somaram 208 mil, abaixo da expectativa de 217 mil. As vendas no varejo cresceram 0,2% em junho, conforme o esperado.

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Como as tarifas dos EUA afetaram o mercado?

No mercado doméstico, investidores também repercutiram a confirmação da tarifa de 25% sobre parte dos produtos brasileiros exportados aos Estados Unidos. Apesar de a lista de exceções ter sido mais ampla que a prevista, a medida aumentou a cautela em relação aos efeitos sobre alguns segmentos da economia e sobre o fluxo cambial. A incerteza em torno dos impactos do tarifaço americano e da eventual resposta do governo brasileiro por meio da Lei da Reciprocidade pesou sobre o mercado.

Como foi o desempenho da bolsa brasileira?

A bolsa brasileira acompanhou o movimento negativo observado em Wall Street e ampliou as perdas registradas na sessão anterior. O índice Ibovespa, da B3, fechou aos 173.825,27 pontos, com queda de 1,24%. Com perda acumulada de 2,27% na semana, o Ibovespa sobe 7,88% no ano.

As ações de maior peso do índice contribuíram para a queda do Ibovespa. Os papéis da Petrobras, os mais negociados na bolsa brasileira, recuaram acompanhando o petróleo. Ações de mineradoras também fecharam em baixa diante da desvalorização do minério de ferro.

Por que o petróleo caiu mesmo com tensões no Oriente Médio?

Mesmo com o aumento das tensões no Oriente Médio, os preços internacionais do petróleo terminaram o dia em queda, após operarem com forte volatilidade. Referência nas negociações internacionais, o petróleo do tipo Brent fechou o dia aos US$ 84,23, com recuo de 0,85%. O barril WTI, do Texas, encerrou aos US$ 78,95, com queda de 0,82%.

O mercado acompanhou novas ameaças dos houthis, no Iêmen, contra instalações petrolíferas da Arábia Saudita e a possibilidade de interrupções nas rotas marítimas do Mar Vermelho e do Estreito de Ormuz, consideradas estratégicas para o transporte global do produto. Apesar do recuo nesta sessão, investidores continuam monitorando o risco de novas interrupções na oferta mundial de petróleo, cenário que mantém um prêmio de risco geopolítico incorporado aos preços da commodity.

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Como a volatilidade dos mercados impacta Chapecó?

Em Chapecó e no Oeste Catarinense, a volatilidade dos mercados financeiros afeta diretamente setores estratégicos da economia local. O agronegócio, que depende das cotações do dólar e do petróleo para definir preços de insumos e exportações, sente os impactos das oscilações cambiais. A indústria e o comércio também são afetados pelos custos de importação e pela confiança do consumidor.

Empresários da região devem acompanhar os desdobramentos das tarifas americanas e as medidas de reciprocidade do governo brasileiro, que podem influenciar o fluxo de comércio e os investimentos nos próximos meses.

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