Novo aumento no preço da Netflix pode afetar assinantes brasileiros

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Novo aumento no preço da Netflix entra em vigor nos EUA e pode afetar assinantes brasileiros

A Netflix registrou, nesta quinta-feira (26), o segundo aumento nos preços das mensalidades de seu serviço no período de um ano. A medida, por enquanto, é restrita ao mercado dos Estados Unidos, mas a tendência histórica aponta que o reajuste pode chegar ao Brasil em breve.

O Plano Padrão com anúncios, que oferece resolução de até 1080p (Full HD) para dois dispositivos simultâneos, passou de US$ 7,99 para US$ 8,99. Já o Plano Padrão sem anúncios foi elevado para US$ 19,00. No Brasil, essas modalidades custam atualmente R$ 20,90 e R$ 44,90, respectivamente, e ainda não sofreram alteração.

A mudança mais expressiva ocorreu no Plano Premium, o mais caro da plataforma, que conta com resolução 4K HDR+ e acesso em quatro telas. O valor subiu para US$ 24,99 em território norte-americano. Em comparação, o preço atual praticado no mercado brasileiro para este plano é de R$ 59,90.

Motivações e cenário econômico

A Netflix não emitiu um comunicado oficial detalhando as justificativas específicas para este novo ciclo de altas. Contudo, em ocasiões anteriores, a gigante do streaming fundamentou os reajustes na busca por maior lucratividade, na elevação das despesas com produções originais e na ampliação constante do catálogo.

Apesar da pressão nos preços para o consumidor, os indicadores financeiros da empresa mostram solidez. As ações da Netflix operam em alta, cotadas em aproximadamente US$ 93,44. O desempenho reflete o encerramento das negociações com a Warner Bros e a decisão estratégica de não absorver uma dívida bilionária da concorrente.

Saturação e publicidade no streaming

A Netflix não é a única a elevar preços; diversos serviços concorrentes também reajustaram suas assinaturas no último ano. Esse movimento coincide com uma saturação do mercado de streaming, que tem tornado as plataformas mais dependentes de verba publicitária.

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Um estudo da PwC projeta que, até 2029, a receita publicitária global no setor de mídia e entretenimento crescerá 6,1% ao ano. Em contrapartida, o gasto direto do consumidor deve avançar apenas 2,0% anualmente, consolidando os planos com anúncios como a principal estratégia de expansão das plataformas.

Fonte: PwC

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