Confiança da indústria cai ao menor nível desde a pandemia

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Resumo

A confiança dos empresários da indústria brasileira caiu em julho ao menor nível desde a pandemia de covid-19. O Icei recuou 2,3 pontos, foi a 44,4 e ficou abaixo de 50 por 19 meses seguidos, segundo a CNI, que ouviu 1.118 empresas entre os dias 1º e 7 de julho.

O resultado saiu nesta segunda-feira (13) e mostrou queda nos dois componentes do índice. O Índice de Condições Atuais foi a 41,6 pontos, enquanto o Índice de Expectativas desceu para 45,8.

O pessimismo se espalhou pelos dois termômetros

O Índice de Confiança do Empresário Industrial (Icei) caiu para 44,4 pontos em julho, depois de marcar 46,7 em junho. A baixa de 2,3 pontos levou o indicador ao menor nível desde o auge da pandemia de covid-19 e manteve o setor abaixo da linha de confiança por 19 meses consecutivos.

Essa faixa de 50 pontos separa confiança de falta de confiança. A sequência atual já é a segunda maior da série histórica; só perde para o período de recessão econômica entre 2015 e 2016.

Marcelo Azevedo, gerente de Análise Econômica da Confederação Nacional da Indústria (CNI), disse que a permanência do pessimismo pesa sobre a atividade. “Na medida em que se tem um período tão longo de pessimismo, isso se traduz em redução do número de empregados, da produção ou até cancelamento de investimentos produtivos”.

Expectativas pioram com pressão externa

Os dois componentes do Icei também caíram. O Índice de Condições Atuais recuou 0,7 ponto e ficou em 41,6 pontos, o que indica avaliação pior sobre o ambiente de negócios e a economia do que há seis meses. Já o Índice de Expectativas caiu 3,1 pontos e chegou a 45,8 pontos, no maior recuo desde novembro de 2022.

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Com isso, o otimismo das empresas perdeu força e a visão sobre a economia brasileira ficou mais negativa. A CNI atribuiu essa piora ao aumento das incertezas no cenário internacional.

Entre os fatores citados estão o agravamento dos conflitos no Oriente Médio e a possibilidade de retomada de tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. Marcelo Azevedo resumiu essa leitura ao dizer: “A piora das expectativas se deve, possivelmente, ao aumento das incertezas do cenário externo, tanto o acirramento da guerra no Oriente Médio como também a eventual retomada de tarifas americanas sobre produtos brasileiros”.

O Icei vai de zero a 100 pontos. Abaixo de 50, indica falta de confiança dos empresários industriais; acima desse patamar, sinaliza confiança.

Para a edição de julho, a CNI considerou entrevistas entre os dias 1º e 7 de julho com 1.118 empresas: 442 de pequeno porte, 411 de médio porte e 265 de grande porte. As informações são da Agência Brasil.

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