Noruega protocola queixa formal à FIFA contra interferência de Trump em caso de cartão vermelho

Compartilhe essa notícia:

Federação Norueguesa acusa entidade de ceder a pressões externas e comprometer a integridade do futebol. Presidente Lise Klaveness cobra reconhecimento público de erro por parte de Gianni Infantino.

A Federação Norueguesa de Futebol (NFF) anunciou que levará uma queixa formal ao Comitê de Ética da FIFA em razão da anulação do cartão vermelho do atacante norte-americano Folarin Balogun durante a Copa do Mundo de 2026. A decisão, que permitiu ao jogador atuar nas oitavas de final contra a Bélgica, foi tomada após uma intervenção direta do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, junto ao presidente da FIFA, Gianni Infantino.

  • O que é: Queixa formal da Noruega ao Comitê de Ética da FIFA por interferência política na anulação de cartão vermelho.
  • Números principais: Cartão vermelho para Balogun no jogo EUA x Bósnia (16 avos); suspensão automática de 1 jogo anulada; EUA eliminados pela Bélgica por 4 a 1 nas oitavas.
  • Onde: Copa do Mundo 2026 (EUA, México e Canadá); queixa protocolada na FIFA (Zurique).
  • Quem afeta: FIFA, federações nacionais, arbitragem, integridade do futebol e relações entre política e esporte.

O que motivou a queixa da Noruega contra a FIFA?

O atacante Folarin Balogun, dos Estados Unidos, recebeu cartão vermelho direto na vitória por 2 a 0 sobre a Bósnia e Herzegovina, na fase de 16 avos de final. Pela regra, ele cumpriria suspensão automática de uma partida, o que o deixaria de fora do duelo das oitavas contra a Bélgica. No entanto, a FIFA suspendeu a punição após um telefonema de Donald Trump a Gianni Infantino, permitindo que Balogun atuasse.

A presidente da NFF, Lise Klaveness, afirmou que a decisão foi “influenciada por forças externas e não seguiu o devido processo legal”. Ela classificou o episódio como “tão grave e tão preocupante” que não poderia ser ignorado.

LEIA TAMBÉM  França e Espanha decidem o primeiro finalista da Copa do Mundo em duelo de estilos opostos

O que diz Lise Klaveness sobre o caso?

Klaveness foi enfática ao cobrar uma posição do comando da FIFA: “Precisamos que o líder da FIFA diga que isso foi um erro”. Ela alertou que “quando se contorna uma regra como esta, entra-se em uma via perigosa que colocará todo o jogo em risco”.

A dirigente afirmou que pretende incluir o “caso Balogun” na queixa já existente contra a FIFA, referente à atribuição do Prêmio da Paz a Donald Trump. “Não vou deixar que isso seja varrido para debaixo do tapete”, declarou.

Como Trump e a FIFA reagiram à polêmica?

Trump confirmou que pediu a revisão do cartão vermelho, classificando a decisão do árbitro como “horrível”. Ele afirmou: “Eu vi a jogada… e aquilo não foi falta. Sim, pedi uma revisão à FIFA”. O presidente norte-americano também disse que Infantino “pode ser um bom nome para secretário-geral da ONU”.

Infantino, por sua vez, negou interferência direta, afirmando que os órgãos judiciais da FIFA agem de forma independente. A decisão foi tomada pelo presidente da comissão disciplinar da FIFA, Mohammad al-Kamali, sem consultar os demais 17 membros do colegiado.

Quais foram as reações de outras entidades?

A Federação Belga de Futebol classificou a suspensão da punição como “inadmissível” e afirmou que lutaria “em defesa dos princípios fundamentais de ética e competição justa”. A Uefa descreveu a decisão como “sem precedentes, incompreensível e injustificável”.

Uma organização não governamental também apresentou queixa ao Comitê Olímpico Internacional (COI) sobre o episódio, alegando violação da neutralidade política. O COI afirmou que as queixas à sua comissão de ética são confidenciais.

Qual a situação atual da queixa norueguesa?

A NFF deve discutir formalmente a queixa em reunião do conselho, provavelmente em 6 de agosto. Caso aprovada, o caso será remetido ao Comitê de Ética independente da FIFA para investigação.

LEIA TAMBÉM  Copa do Mundo: última rodada da fase de grupos define classificados para o mata-mata

A FIFA ainda não se manifestou publicamente sobre a queixa norueguesa, e a entidade raramente comenta ou fornece atualizações sobre investigações éticas em andamento.

Qual a repercussão do caso para Chapecó e o Oeste Catarinense?

Embora o episódio tenha ocorrido em solo norte-americano, a polêmica envolvendo a interferência política na arbitragem da Copa do Mundo repercute entre torcedores de Chapecó e do Oeste Catarinense, que acompanham o Mundial com atenção. O caso reacende o debate sobre a independência da arbitragem e os limites da influência política no esporte.

Para a comunidade local, que tem no futebol uma forte tradição, o episódio serve como alerta sobre a necessidade de preservar a integridade das competições, independentemente do poderio econômico ou político das nações envolvidas.

Siga-nos no

Google News

Siga nas Redes Sociais

5,000FãsCurtir
11,450SeguidoresSeguir
260SeguidoresSeguir
760InscritosInscrever

Últimas Notícias

Notícias Relacionadas

Entidades do comércio aprovam portaria que regulamenta trabalho em feriados

Medida entrará em vigor nesta semana e traz como avanço a definição das atividades...

Motociclista de 31 anos morre em acidente no cruzamento das ruas Galvão e Benedito Novo, em Chapecó

Condutor do Corsa ingressou na via preferencial sem conceder passagem; tinha CNH suspensa e...

Morre ex-prefeita de Seara, Laci Grigolo

Laci foi prefeita e vereadora por duas vezes

Após chuvas, saúde amplia atendimento na Efapi

As fortes chuvas registradas em Chapecó provocaram poucos transtornos no município, conforme avaliação apresentada...