Enfermeiro de Chapecó é denunciado por entregar celulares a facções dentro de presídio

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Investigação aponta que o profissional usava os atendimentos de saúde na unidade prisional para repassar eletrônicos e smartwatches encomendados por criminosos.

Um enfermeiro foi denunciado pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) nesta terça-feira (22) sob a acusação de facilitar a entrada de celulares e equipamentos eletrônicos para facções criminosas dentro de uma unidade prisional de Chapecó. O profissional, que já está preso preventivamente, teria usado o livre acesso ao setor de saúde do presídio para entregar os aparelhos aos detentos.

  • O que é: Denúncia contra enfermeiro que contrabandeava eletrônicos para facções dentro do presídio.
  • Números principais: Pagamentos chegavam a R$ 10 mil por remessa de aparelhos entregue.
  • Onde: Unidade prisional de Chapecó, no Oeste catarinense.
  • Quem afeta: Segurança pública regional e o sistema prisional de Santa Catarina.

Como funcionava o esquema de entrega de celulares no presídio?

Segundo a denúncia da 39ª Promotoria de Justiça da Capital, o enfermeiro aproveitava os chamados para atendimento médico para repassar os eletrônicos. Os equipamentos de comunicação, como celulares, chips e carregadores, costumavam entrar escondidos junto com os medicamentos. Cartas apreendidas durante a investigação mostram que os detentos orientavam o envio das encomendas em envelopes lacrados, uma estratégia pensada para diminuir o risco de fiscalização.

O que a investigação encontrou na casa do enfermeiro?

Durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão na casa do investigado, ação que fez parte da Operação Cura deflagrada pelo GAECO em agosto, os agentes localizaram diversos equipamentos novos e sem sinais de uso. Conforme o MPSC, foram apreendidos três celulares, cinco smartwatches, placas eletrônicas e vários cartões SIM. A quantidade de material reforçou a tese de que os aparelhos seriam levados de forma clandestina para dentro do sistema prisional.

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Como os detentos encomendavam os aparelhos eletrônicos?

A comunicação entre os presos e o enfermeiro acontecia por meio de bilhetes manuscritos. Nesses papéis recolhidos pelas autoridades, os detentos detalhavam exatamente o que queriam, exigindo celulares com acesso ao WhatsApp e chips de operadoras específicas. De acordo com a investigação, os recados também orientavam o profissional a procurar familiares dos presos do lado de fora da cadeia. Esses contatos externos eram os responsáveis por combinar os detalhes das entregas e realizar os pagamentos.

Quem denunciou a participação do profissional de saúde?

O esquema começou a ser desmantelado após integrantes das próprias organizações criminosas firmarem acordos de colaboração premiada com a Justiça. Eles relataram como o acesso do servidor facilitava o contato dos detentos com o mundo exterior. A análise dos documentos revelou ainda que o enfermeiro atendia, de forma independente, pedidos de dois grupos rivais ao mesmo tempo. Ele manteve essa rede de confiança operando ativamente pelo menos entre os meses de abril e agosto de 2026.

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