A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta terça-feira (19), a Operação TIROCINIUM, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa especializada no tráfico transnacional de drogas, principalmente cloridrato de cocaína, além de crimes de lavagem de dinheiro.
Ao todo, estão sendo cumpridos 18 mandados de prisão preventiva, 31 mandados de busca e apreensão e quatro medidas cautelares diversas da prisão, incluindo monitoramento eletrônico.
Operação ocorre em Santa Catarina, Paraná e Minas Gerais
A ofensiva acontece simultaneamente em dez municípios catarinenses: Joinville, São Francisco do Sul, Araquari, Balneário Camboriú, Itajaí, Tijucas, Barra Velha, Garuva, Jaraguá do Sul e Imbituba.
Também são cumpridas ordens judiciais nas cidades de São José dos Pinhais, no Paraná, e Uberaba, em Minas Gerais.
Segundo a Polícia Federal, a investigação teve início em 2023 após sucessivos flagrantes registrados em áreas portuárias de Santa Catarina, o que permitiu identificar uma estrutura criminosa altamente organizada e com atuação internacional.
Mais de 4,6 toneladas de cocaína foram apreendidas
Durante as investigações, a PF apreendeu cerca de 4,6 toneladas de cocaína e realizou sete prisões em flagrante.
Os policiais também localizaram um arsenal de armamentos pesados, incluindo fuzis, pistolas, granadas, grande quantidade de munições e até uma metralhadora calibre .50, evidenciando o alto poder bélico da organização criminosa.
Drogas eram enviadas para Europa e África
As investigações apontam que o grupo utilizava a estrutura logística dos portos de Navegantes, Itapoá e Imbituba para exportar grandes carregamentos de drogas destinados à Europa e à África.
Entre os métodos utilizados pela organização estavam mergulhadores profissionais, responsáveis por esconder os entorpecentes nos cascos de navios, além da ocultação de drogas em cargas lícitas, como paletes de madeira e sacos de alimentos.
Lavagem de dinheiro movimentou mais de R$ 500 milhões
A Polícia Federal identificou ainda um esquema de lavagem de capitais envolvendo empresas de fachada, uso de interpostas pessoas e operações comerciais fictícias para reinserção do dinheiro ilícito no sistema financeiro.
Segundo a investigação, somente nos últimos quatro anos o grupo movimentou mais de meio bilhão de reais.
Por conta disso, a Justiça também determinou o sequestro de 36 imóveis, apreensão de dezenas de veículos e bloqueio de contas bancárias de 35 investigados, até o limite de R$ 646 milhões.
Investigação continua
Os presos estão sendo encaminhados ao sistema prisional e permanecem à disposição da Justiça Federal em Itajaí.
A Polícia Federal informou que as investigações continuam com a análise dos materiais apreendidos, buscando identificar novos envolvidos e aprofundar a apuração das atividades criminosas.











