Resumo: Na EBM de EJA Paulo Freire, em Chapecó, estudantes da Fase 1 estão aprofundando conhecimentos sobre plantas, com destaque para o ciclo de vida e o desenvolvimento da araucária, espécie típica da região Sul. A atividade incluiu observação da pinha, comparação do pinhão cru e cozido e degustação. Alunos migrantes tiveram a oportunidade de conhecer o alimento pela primeira vez.
Na EBM de EJA Paulo Freire, os estudantes da Fase 1 estão aprofundando seus conhecimentos sobre as plantas, com destaque para o ciclo de vida e o desenvolvimento da araucária, espécie típica da região Sul do Brasil.
Para dar início à proposta, a professora Fabiane Karla Tabaldi identificou o que os alunos já sabiam sobre as plantas, suas partes e seus ciclos de vida. Na sequência, foi apresentado o processo de desenvolvimento da araucária, destacando suas principais características, o tempo necessário para o crescimento e sua relevância ambiental, cultural e econômica para a região.
Valorização da cultura regional e acolhimento de migrantes
“Decidimos estudar a araucária por ser uma planta regional, muito presente em nosso município. Como a turma é composta por muitos estudantes migrantes e imigrantes, consideramos importante apresentar a pinha e o pinhão, bem como sua relação com a região”, explica a professora.
A estudante Delvina Alves Anselmini compartilhou sua experiência: “Aprendemos muito com a professora sobre as plantas. Eu já conhecia o pinhão e a araucária porque meus pais sempre moraram no interior e lá havia essa árvore, mas eu não conhecia o ciclo da planta nem como ela se desenvolve”.
Observação da pinha e degustação do pinhão
Como parte da atividade, os alunos observaram a pinha, analisando suas partes e compreendendo sua função no processo de reprodução da planta. Também foi feita a apresentação do pinhão cru e do pinhão cozido, permitindo a comparação de aparência e textura. Para finalizar a proposta, foi realizado um momento de degustação do pinhão cozido.
O estudante Wandel Charles provou o alimento pela primeira vez. “Na minha terra não tem pinhão. Conheci aqui na escola, nunca tinha provado, mas achei muito bom, gostei”, comenta.
A professora Fabiane também destaca as contribuições da atividade para o processo de alfabetização. “Ao escreverem sobre as partes das plantas e explicarem o ciclo de vida da araucária, os estudantes se desafiam, realizam tentativas de escrita e se envolvem ainda mais nas propostas”, conclui.
A secretária de Educação, Astrit Tozzo, destacou a importância da proposta para a educação de jovens e adultos. “Projetos como esse conectam o conteúdo escolar à realidade dos estudantes, valorizando a cultura local e os saberes que eles trazem consigo. Dessa forma, a aprendizagem torna-se mais significativa e relevante”, afirma.













