O Campo Democrático de Santa Catarina anunciou na manhã desta quinta-feira (16) os pré-candidatos que integrarão a chapa majoritária das eleições de 2026. Gelson Merísio (PSB) e Angela Albino (PDT) são os indicados para a disputa de governador e vice, enquanto Décio Lima (PT) e Afrânio Boppré (PSOL) vão concorrer às duas vagas ao Senado.
A coligação é formada pela Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB, PV), PSB, PSOL, Rede e PDT. A apresentação oficial foi realizada em Florianópolis, com a presença de lideranças políticas e representantes partidários.
Merísio e Angela Albino lideram chapa ao governo
Empresário natural de Xaxim, Gelson Merísio tem trajetória consolidada na política catarinense. Eleito vereador de Xanxerê aos 23 anos, foi deputado estadual por três mandatos, presidiu a Assembleia Legislativa por cinco anos e disputou o governo do Estado em 2018, chegando ao segundo turno com mais de um milhão de votos.
Angela Albino é advogada, enfermeira, servidora pública e sindicalista. Filiada ao PDT, foi vereadora de Florianópolis, secretária de Estado da Assistência Social, Trabalho e Habitação e deputada federal. “O traço comum dessa coligação é saber construir pontes, não muros. Vamos valorizar as diferenças para alcançar convergências”, afirmou.
Décio Lima e Afrânio Boppré disputam o Senado
Para as vagas ao Senado, Décio Lima (PT), ex-prefeito de Blumenau e ex-presidente nacional do Sebrae, e Afrânio Boppré (PSOL), vereador de Florianópolis em seu quarto mandato, compõem a chapa. Décio destacou o caráter plural da coligação: “Somos um grupo com divergências, mas que tem em comum a luta pela democracia e o combate ao fascismo.”
Boppré defendeu a unidade do campo como resposta às ameaças à democracia. “Santa Catarina precisa ter representação qualificada no Senado. Quem construiu essa unidade usou inteligência para unir forças”, declarou.
A foto oficial dos pré-candidatos foi tirada no Salão Nobre do Palácio do Planalto, com o mural “As Mulatas”, de Di Cavalcanti, ao fundo — uma obra que foi rasgada durante o ataque de 8 de janeiro de 2023 e restaurada como símbolo de resistência democrática.






