Resumo
O presidente Donald Trump estabeleceu a noite desta terça-feira (7) como prazo para o Irã abrir o Estreito de Ormuz. Ele ameaçou destruir a infraestrutura do país caso não haja acordo, enquanto o governo iraniano classificou as declarações como infundadas.
Resumo dos fatos
- Prazo decisivo: O ultimato vence às 21h desta terça-feira, no horário de Brasília.
- Ameaça militar: Trump mencionou a destruição de pontes, usinas de energia e poços de petróleo.
- Resposta iraniana: Militares do Irã chamaram as ameaças de “delirantes” e prometeram retaliação enérgica.
- Impasse diplomático: Ambos os lados rejeitaram uma proposta de cessar-fogo de 45 dias mediada por outros países.
O ultimato de Donald Trump ao Irã
Conforme apuração original do portal CNN Brasil, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira (7) que o Irã enfrenta um prazo crítico para reabrir o Estreito de Ormuz e fechar um acordo com os americanos. Em publicações na rede Truth Social, Trump declarou que “uma civilização inteira morrerá esta noite” e que 47 anos de corrupção e morte chegariam ao fim.
O horário limite estabelecido pelo presidente americano foi às 20h no horário do leste dos EUA (21h em Brasília). Trump indicou que, caso o prazo não seja cumprido, o país poderá ser bombardeado. Apesar da gravidade da ameaça, o líder americano já havia feito ultimatos parecidos nas últimas semanas, adiando o vencimento em cada ocasião.
Ameaças à infraestrutura e riscos de crimes de guerra
Na segunda-feira (6), Trump detalhou que os EUA possuem um plano para destruir todas as pontes e usinas de energia do Irã até a meia-noite desta terça-feira. Ele utilizou o termo “demolição completa” e incluiu poços de petróleo e usinas de dessalinização de água como possíveis alvos.
A possibilidade de ataques a estruturas civis gerou controvérsia jurídica. Especialistas e ex-advogados militares, como Margaret Donovan, apontam que as Convenções de Genebra proíbem ataques a objetos indispensáveis à sobrevivência da população, como estações de tratamento de água. Trump, no entanto, minimizou as preocupações, afirmando que o verdadeiro crime seria permitir que o Irã obtivesse uma arma nuclear.
A reação de Teerã e o cenário de conflito
O governo do Irã respondeu às declarações com desafio. Ebrahim Zolfaqari, porta-voz militar iraniano, classificou as falas de Trump como “infundadas” e alertou que qualquer ataque resultará em uma retaliação em escala muito maior. O Ministério das Relações Exteriores do Irã também pediu que a população americana responsabilize seu governo pelo que chamou de “guerra injusta”.
O clima de tensão é reforçado por episódios recentes. Teerã acusa os EUA e Israel de bombardearem a ponte B1 e a usina nuclear de Bushehr nas últimas semanas. Enquanto isso, nações vizinhas no Golfo expressaram preocupação privada de que a infraestrutura de seus próprios países possa virar alvo de retaliação iraniana caso o conflito escale.
Falha nas tentativas de mediação diplomática
Embora Trump tenha afirmado que as conversas com intermediários estavam “indo bem”, os esforços diplomáticos travaram. Paquistão, Egito e Turquia atuaram como mediadores, mas as negociações foram interrompidas. Uma proposta de cessar-fogo de 45 dias, que incluía a reabertura do Estreito de Ormuz, foi rejeitada por ambas as partes na segunda-feira.
Trump considerou a proposta insuficiente, afirmando ser o único capaz de determinar um cessar-fogo. Já o Irã recusou a pausa nos combates por acreditar que o tempo seria usado pelos adversários para se prepararem militarmente. Em resposta, Teerã enviou um documento de dez pontos exigindo o fim permanente da guerra sob suas próprias condições.





