Resumo
A paralisação diplomática entre Irã e EUA mantém o fluxo no Estreito de Ormuz em níveis críticos. Com apenas sete travessias diárias frente à média histórica de 140, a hidrovia sofre impactos diretos do bloqueio militar iniciado em 13 de abril e do conflito regional.
Baixo fluxo e bloqueios militares
LONDRES — Pelo menos sete embarcações — majoritariamente navios de granéis sólidos — cruzaram o Estreito de Ormuz nas últimas 24 horas, confirmando a calmaria no fluxo marítimo nesta segunda-feira (27). Segundo dados do portal InfoMoney, a movimentação ocorre em um cenário de interrupção nas negociações diretas entre o Irã e os Estados Unidos.
As embarcações identificadas incluíam navios partindo de portos iraquianos e um cargueiro de carga seca de um porto iraniano, conforme dados de rastreamento das empresas Kpler e SynMax. O tráfego atual pela hidrovia estratégica representa apenas uma fração da média de 140 passagens diárias registradas antes de 28 de fevereiro, data que marcou o início das hostilidades entre EUA e Israel contra o Irã.
A vigilância na região permanece rigorosa. O Comando Central dos EUA informou, em 25 de abril, que redirecionou 37 embarcações desde a imposição de um bloqueio ao Irã no dia 13 de abril.
Movimentação de petróleo e mediação diplomática
Apesar das restrições, a análise de satélite da TankerTrackers.com identificou que seis navios-tanque iranianos retornaram aos seus portos de origem recentemente. Eles navegaram de volta por Ormuz transportando cerca de 10,5 milhões de barris de petróleo.
A consultoria também registrou que, no dia 24 de abril, aproximadamente quatro milhões de barris de petróleo iraniano a bordo de navios-tanque conseguiram atravessar o bloqueio imposto pelos Estados Unidos.
No campo diplomático, mediadores liderados pelo Paquistão seguem tentando costurar um novo acordo entre as potências envolvidas, visando estabilizar a circulação no Golfo Pérsico e evitar o agravamento da crise energética global.
Fonte Infomaney





