O Pentágono divulgou uma nova leva de documentos antes mantidos em sigilo sobre óvnis e fenômenos aéreos não identificados, incluindo relatos feitos por astronautas durante missões à Lua, vídeos militares gravados no Oriente Médio e depoimentos de civis que afirmam ter testemunhado objetos estranhos ao longo das últimas décadas. Os arquivos foram publicados online na sexta-feira (8), após determinação do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em meio ao crescimento do interesse público sobre vida extraterrestre.
Segundo informações publicadas pela BBC News Brasil, os documentos reúnem 161 arquivos envolvendo memorandos militares, registros das missões Apollo, áudios da Nasa e entrevistas com testemunhas que relataram avistamentos considerados inexplicáveis.
Entre os trechos que mais chamaram atenção estão transcrições de astronautas das missões Apollo 11, Apollo 12 e Apollo 17 descrevendo flashes luminosos, partículas brilhantes e luzes piscando durante viagens espaciais.
Buzz Aldrin, integrante da Apollo 11, afirmou em entrevista reproduzida nos arquivos que observou uma fonte de luz intensa durante a missão lunar de 1969. Já Alan Bean, astronauta da Apollo 12, relatou ter visto partículas “navegando no espaço” e aparentemente escapando da superfície da Lua.
Na Apollo 17, em 1972, astronautas também registraram luzes piscando ao redor da nave. Um deles comparou a cena a fogos de artifício no céu.

Vídeos militares e relatos civis ampliam debate
Os documentos também incluem vídeos gravados por militares americanos no Iraque, Síria e Emirados Árabes Unidos em 2022. As imagens mostram objetos classificados pelo próprio Pentágono como “fenômenos anômalos não identificados e não resolvidos”.
Em um dos registros, um objeto oval atravessa rapidamente o céu no Oriente Médio. O relatório militar sugere que poderia se tratar de um míssil, mas o caso permanece sem conclusão definitiva.
Além dos registros militares, o material traz depoimentos de civis coletados ao longo de décadas. Um dos relatos mais antigos, registrado pelo FBI em 1957, descreve um grande objeto circular emergindo do solo. Há ainda entrevistas recentes com americanos que disseram ter visto estruturas metálicas pairando no ar envoltas por luz intensa.
A divulgação reacendeu debates antigos sobre transparência do governo americano em relação aos óvnis. Nos últimos anos, o tema voltou ao centro das discussões nos Estados Unidos, com audiências no Congresso e aumento da pressão popular pela abertura de arquivos secretos.
Apesar da expectativa criada em torno do material, os documentos não apresentam provas concretas de vida extraterrestre nem confirmam contato alienígena. Ainda assim, especialistas e entusiastas do tema consideram a divulgação um reconhecimento oficial de que os Estados Unidos investigaram por décadas fenômenos aéreos considerados inexplicáveis.





