quarta-feira, 29 abril, 2026

Vacina na gravidez protege bebê de doença grave respiratória, diz estudo

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Um novo estudo apresentado no Encontro das Sociedades Acadêmicas de Pediatria (PAS) 2026, realizado em Boston entre os dias 24 e 27 de abril, revelou que bebês protegidos contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR) — seja por vacinação materna durante a gravidez ou por imunização com Nirsevimabe após o nascimento — apresentaram taxas significativamente menores de infecção, hospitalizações e complicações graves.

O que o estudo analisou?

A pesquisa foi conduzida em Nova York durante o outono de 2023, período em que o estado enfrentou uma tripla epidemia simultânea de VSR, influenza e COVID-19. Os pesquisadores acompanharam bebês com menos de seis meses durante 180 dias após a infecção, avaliando hospitalizações, necessidade de suporte respiratório e outros desfechos clínicos, levando em conta também a circulação de outros vírus respiratórios no período.

O estudo foi desenvolvido no Hospital Elmhurst, no Queens — um dos bairros mais diversos e com maior vulnerabilidade social de Nova York — e coordenado por Uday Patil, vice-presidente de Pediatria do NYC Health e autor sênior da pesquisa.

Quais foram os resultados?

Os dados mostraram alta adesão às duas estratégias preventivas avaliadas: mais de 65% das gestantes receberam a vacina materna Abrysvo (Pfizer), aplicada entre a 32ª e a 36ª semana de gravidez, e mais de 90% dos recém-nascidos foram imunizados com Nirsevimabe (Beyfortus, da Sanofi), um anticorpo monoclonal de longa duração.

Entre os bebês imunizados, houve redução expressiva nas taxas de infecção por VSR, nas internações hospitalares e na gravidade dos quadros clínicos. Os resultados reforçam a eficácia de ambas as abordagens em condições reais de saúde pública, especialmente em populações vulneráveis — um dado relevante, uma vez que estudos nesse tipo de contexto ainda eram escassos até então.

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Por que o VSR é tão preocupante em bebês?

O VSR é uma das principais causas de infecções respiratórias em recém-nascidos e lactentes, sendo responsável por aproximadamente 500 mil visitas a pronto-socorros e mais de 100 mil internações hospitalares por ano nos Estados Unidos, de acordo com dados citados pelos pesquisadores.

Bebês com menos de seis meses são os mais vulneráveis a complicações graves, como bronquiolite e pneumonia, que frequentemente exigem suporte respiratório hospitalar.

Quais imunizações estão disponíveis?

Em 2023, a FDA (agência regulatória americana) aprovou duas estratégias complementares de prevenção ao VSR em bebês:

  • Abrysvo (Pfizer): vacina aplicada em gestantes entre a 32ª e a 36ª semana de gravidez, que transfere anticorpos protetores ao bebê ainda no útero.
  • Beyfortus — Nirsevimabe (Sanofi): anticorpo monoclonal administrado diretamente no recém-nascido, com efeito prolongado de proteção.

No Brasil, a Anvisa já autorizou o uso do Nirsevimabe, e o estado de São Paulo iniciou a vacinação de gestantes como medida preventiva contra a bronquiolite causada pelo VSR.

Fonte: CNN

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