quinta-feira, 16 abril, 2026

Nova diretriz da Abeso redefine tratamento da obesidade com foco em mudanças de estilo de vida

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A nova diretriz da Abeso (Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica) estabelece que o tratamento farmacológico não deve ser usado isoladamente. A orientação é clara: os remédios precisam vir acompanhados de mudanças no estilo de vida, incluindo aconselhamento nutricional e estímulo à prática regular de atividade física.

O documento, que reúne 32 recomendações para o cuidado com a obesidade, foi elaborado por um grupo multidisciplinar formado por endocrinologistas, clínicos gerais e nutricionistas. As orientações estão organizadas por classes de recomendação e níveis de evidência, aproximando a ciência da realidade dos consultórios.

Critérios para indicação de medicamentos conforme a nova diretriz da Abeso

Segundo a diretriz Abeso obesidade, os principais critérios para indicar medicamentos são:

  • Índice de Massa Corporal (IMC) maior ou igual a 30 kg/m²
  • IMC maior ou igual a 27 kg/m² em pessoas com complicações relacionadas à adiposidade

O IMC pode ser calculado no site oficial da associação. Em situações específicas, o texto ainda admite considerar o tratamento independentemente do IMC, quando há aumento da circunferência da cintura ou da relação cintura-altura associado a complicações.

Abordagem individualizada e cenários clínicos específicos

“O médico passou a lidar com um cenário terapêutico mais amplo e com decisões que exigem avaliação cada vez mais individualizada”, destacou o presidente da Abeso, Fábio Trujilho. “Esta diretriz transforma esse avanço científico em orientação prática.”

Um dos coordenadores da nova diretriz, Fernando Gerchman, acrescenta que o documento traz direcionamentos para cenários como risco cardiovascular, pré-diabetes, doença hepática gordurosa, osteoartrite, câncer, deficiência de testosterona, apneia do sono e perda de massa magra e muscular.

Quando o tratamento farmacológico não é indicado

A nova diretriz da Abeso também reforça os alertas sobre quando um medicamento não deve ser usado. Há especial atenção para substâncias sem evidências robustas de eficácia e segurança em ensaios clínicos, incluindo:

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  • Fórmulas magistrais e produtos manipulados
  • Formulações com diuréticos
  • Hormônios tireoidianos
  • Esteroides anabolizantes
  • Implantes hormonais
  • Gonadotrofina coriônica humana (hCG)

A íntegra das novas diretrizes está disponível para leitura no site da Abeso. A recomendação final é clara: o tratamento da obesidade exige acompanhamento médico qualificado, decisões individualizadas e, acima de tudo, a combinação de medicamentos com mudanças sustentáveis no estilo de vida.

A íntegra das novas diretrizes pode ser lida aqui.

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