Saúde do adolescente pede cuidado além da infância

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Na infância, o acompanhamento médico faz parte da rotina das famílias, mas a saúde do adolescente também precisa de atenção quando a criança cresce e deixa de ir com frequência ao pediatra. A adolescência não é só a passagem para a medicina de adultos: é uma fase própria, em que a hebiatria cuida da saúde do adolescente e ajuda a identificar problemas que podem aparecer já nesse período ou ter efeito na vida adulta.

Quando o adolescente precisa falar por si

Durante essa etapa, a consulta preventiva também serve para conferir a vacinação. A Sociedade Brasileira de Pediatria recomenda que o jovem tenha espaço de privacidade e confidencialidade na consulta. O adolescente precisa saber desde o início que o sigilo tem limites, e que situações de risco podem exigir a participação da família.

Esse cuidado importa porque nem sempre o jovem conta espontaneamente o que sente. A adolescência é o momento de começar a aprender a relatar sintomas, enquanto a família continua como rede de proteção, mas deixa aos poucos de falar pelo(a) filho(a) para ajudá-lo(a) a falar por si mesmo. Não é necessário transformar todo adolescente saudável em paciente frequente nem pedir exames sem indicação.

Na prática, esse espaço abre assunto para temas que dificilmente surgiriam com os pais na sala: início da vida sexual, orientação sobre contracepção e prevenção de infecções sexualmente transmissíveis, uso de substâncias, conflitos familiares, bullying, dúvidas sobre o próprio corpo ou sofrimento emocional. As informações são do Dr. Alberto Helito, hebiatra, em texto publicado pela CNN Brasil.

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