Aspirina e demência: estudo liga benefício e risco em idosos

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Uma análise com idosos e subdivisões genéticas encontrou que a aspirina em baixa dose pode reduzir em até três vezes e meia o risco de demência em pessoas com número elevado de plaquetas, mas também elevou em duas vezes o risco de sangramentos graves; o estudo foi liderado por cientistas da Universidade Monash, na Austrália, e avaliou a resposta do remédio ao risco genético para a doença.

O que a métrica genética mostrou

A pesquisa mediu a interação da aspirina com base no “escore risco poligênico”, que reúne variantes genéticas associadas a um mesmo desfecho. Nesse recorte, a resposta do medicamento apareceu ligada à biologia plaquetária, e não aos fatores de riscos para neurodegeneração.

Os participantes tinham 65 anos ou mais, não tinham histórico de doença cardiovascular, demência ou incapacidade física grave no início da pesquisa e passaram pelo tratamento com acompanhamento profissional, usando o medicamento e placebo. O teste também levou em conta os genótipos que predispõem as doenças do Alzheimer e da Demência, mas eles não apresentaram interação com a aspirina.

O efeito apareceu depois de 2 ou 3 anos

Os efeitos foram evidenciados após 2 ou 3 anos de tratamento. Além da redução dos riscos de demência, os grupos que responderam melhor à aspirina tinham predisposição genética para contagem elevada de plaquetas. O fator genético sobre a quantidade de plaquetas modificou diretamente os efeitos do remédio.

O estudo também observou que Quatro em cada cinco idosos no Brasil têm demência sem diagnóstico. Das 112 interações analisadas, 18 estavam relacionadas a traços plaquetários. As informações são da CNN Brasil.

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