Redes sociais aceleram rotina e alimentam dependência do celular

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As redes sociais mudaram a rotina e, segundo Dorli Kamkhagi, head de Psicologia da Brazil Health, CRP: 1551, também trouxeram transtornos sociais, familiares e psicológicos ao empurrar as pessoas para uma busca acelerada por mensagens, informação e conexão constante.

A psicóloga descreve esse movimento como uma corrida para saber tudo o que acontece no mundo. No meio dela, muita gente se sente perto dos outros, mas essa proximidade continua virtual.

Quando o celular vira companhia demais

O envolvimento com o aparelho fica tão forte que muita gente não consegue se afastar dele. Dorli Kamkhagi relaciona isso ao FOMO, o medo de perder algo, que alimenta a vontade de saber de tudo e de estar incluído em tudo.

A dependência aparece também na checagem de mensagens e likes. Para ela, isso cria uma sensação ilusória de segurança. Ao mesmo tempo, ver imagens melhores e vidas fabulosas nas redes dispara comparação e impotência.

Esse efeito não fica só no comportamento. O uso excessivo de telas pode alterar o funcionamento cerebral, principalmente os neurotransmissores. Dorli Kamkhagi cita ainda Daniel Liberman, no livro Dopamina: a molécula do desejo, para dizer que os circuitos dopaminérgicos só são estimulados pela possibilidade de algo novo e brilhante.

“Não importa que as coisas estejam ótimas agora.” O desejo por mais pode indicar um nível altíssimo de dependência, viciante. Na clínica, ela diz ser comum ver pacientes presos à necessidade de recompensas imediatas, o que mantém um desconforto constante.

O preço da conexão sem limite

Na leitura de Byung-Chul Han, em A sociedade do cansaço, essa lógica também passa pela necessidade de desempenho e pela busca incessante por atividade. Dorli Kamkhagi resume o efeito como uma transformação em dependentes das telas e do mundo virtual.

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Para lidar com os impactos negativos, ela aponta a percepção das verdadeiras necessidades como um caminho. O trabalho psicoterapêutico ajuda a entender até que ponto os excessos afastam as pessoas dos vínculos sociais reais.

“Ao nos darmos conta de nossas fragilidades, poderemos entrar em contato e escutar as dores, tristezas e angústias.” A psicóloga também lembra que o mundo digital oferece grandes pesquisas, informações e facilidades para a vida. Mas avisa: se a dose do remédio for excessiva, o risco é adoecer mais. 

Fonte: CNN Brasil.

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