domingo, 14 junho, 2026

OMS confirma 11 casos e três mortes por hantavírus em cruzeiro na Europa

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A Organização Mundial da Saúde confirmou nesta terça-feira (12) que o surto de hantavírus identificado no cruzeiro MV Hondius já soma 11 casos e três mortes. A atualização foi divulgada pelo diretor-geral da entidade, Tedros Adhanom Ghebreyesus, durante entrevista coletiva em Madri. Apesar do avanço das infecções, a OMS afirmou que ainda não existem sinais de disseminação ampla da doença fora do grupo ligado à embarcação.

Segundo informações publicadas pela Tribuna do Norte, a preocupação das autoridades sanitárias se concentra agora no longo período de incubação do vírus, que pode variar de uma a oito semanas. Por isso, passageiros retirados do navio receberam recomendação para permanecer em quarentena por 42 dias.

A Espanha confirmou nas últimas horas mais um caso associado ao cruzeiro. Uma passageira espanhola evacuada no domingo testou positivo após ser internada em isolamento em um hospital militar de Madri. Ela apresentou febre e dificuldade respiratória, mas segue estável, segundo o Ministério da Saúde espanhol. Outros passageiros do país tiveram resultado negativo até agora.

Variante rara preocupa autoridades

A OMS informou que nove dos 11 casos confirmados pertencem à cepa Andes do hantavírus, considerada rara por admitir transmissão entre pessoas em circunstâncias específicas de contato próximo. Normalmente, o hantavírus é transmitido pelo contato com secreções de roedores silvestres infectados.

Os sintomas iniciais incluem febre, dores musculares e calafrios. Em casos graves, a doença pode evoluir rapidamente para insuficiência respiratória.

Na Holanda, 12 profissionais de saúde foram colocados em quarentena preventiva depois de manipularem fluidos corporais de um paciente contaminado sem equipamentos reforçados de proteção. O hospital universitário Radboud informou que considera o risco baixo, mas decidiu manter o isolamento por precaução.

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O surto começou durante uma expedição do MV Hondius entre a Argentina, a Antártida e ilhas remotas do Atlântico Sul. Autoridades sanitárias tratam o episódio como o primeiro registro de hantavírus em um navio de cruzeiro.

Desde o início da operação de evacuação, 87 passageiros e 35 tripulantes deixaram a embarcação em Tenerife, na Espanha. As três mortes confirmadas envolvem um casal holandês e um cidadão alemão. O navio segue agora para Rotterdam, onde deverá passar por desinfecção completa.

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