Casos de síndrome respiratória grave voltam a crescer em Santa Catarina

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Santa Catarina e Rio Grande do Sul voltaram a registrar aumento nos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), segundo o boletim mais recente do InfoGripe, elaborado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) em parceria com a FGV EMAP.

Os dois estados aparecem entre as unidades da federação com tendência de crescimento nas últimas seis semanas e mantêm níveis considerados de alerta, risco ou alto risco para a doença.

Sul está entre as regiões com tendência de alta

Embora a maior parte do país apresente estabilidade ou redução dos casos, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, ao lado do Maranhão, seguem com crescimento sustentado da SRAG.

O levantamento considera a tendência de longo prazo até a Semana Epidemiológica 29 de 2026.

Rio Grande do Sul registra mais de 10 mil internações

Segundo a Secretaria Estadual da Saúde, o Rio Grande do Sul contabilizou 10.619 hospitalizações por SRAG em 2026.

Do total:

  • 3.840 casos foram associados a outros vírus respiratórios;
  • 3.711 permanecem sem identificação do agente causador;
  • 2.082 foram provocados pela influenza;
  • 349 tiveram relação com a Covid-19.

O estado também registrou 690 mortes por SRAG até o momento, sendo 204 relacionadas à influenza, 124 a outros vírus respiratórios, 62 à Covid-19 e 288 sem causa especificada.

Santa Catarina também registra alta

Em Santa Catarina, o boletim estadual aponta 7.474 notificações de SRAG até a Semana Epidemiológica 26.

Entre os casos com identificação do vírus:

  • 2.781 foram causados por outros vírus respiratórios;
  • 1.245 por influenza;
  • 220 por Covid-19.

O rinovírus foi o agente mais frequente entre os demais vírus respiratórios, seguido pelo Vírus Sincicial Respiratório (VSR).

Até o período analisado, o estado contabilizou:

  • 80 mortes por influenza;
  • 59 por outros vírus respiratórios;
  • 36 por Covid-19.
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VSR é o principal responsável pelo aumento

De acordo com a Fiocruz, o Vírus Sincicial Respiratório (VSR) é o principal responsável pelo crescimento recente dos casos no Sul do país.

A circulação do vírus tem afetado principalmente crianças menores de dois anos e aquelas entre 2 e 4 anos, grupo que concentra o maior número de hospitalizações.

Além do VSR, especialistas observam a circulação simultânea de outros vírus respiratórios, como Influenza B, rinovírus e metapneumovírus, o que contribui para manter elevada a demanda por atendimento.

Brasil já ultrapassa 125 mil casos

Em todo o país, o InfoGripe registra 125.914 casos de SRAG em 2026.

Mais da metade das ocorrências (53,4%) teve confirmação para algum vírus respiratório.

Entre os casos positivos nas últimas quatro semanas:

  • 57,7% foram causados pelo VSR;
  • o vírus também respondeu por 31,9% dos óbitos confirmados laboratorialmente.

Nos idosos, porém, o cenário é diferente. A Influenza A permanece como a principal causa de mortes por SRAG em pessoas com 65 anos ou mais, seguida pelo rinovírus.

Vacinação continua sendo a principal forma de prevenção

A Fiocruz reforça que a vacinação continua sendo a estratégia mais eficaz para reduzir casos graves e mortes provocadas pelos principais vírus respiratórios, como influenza, Covid-19 e VSR, quando disponível para os grupos indicados.

Especialistas também recomendam medidas como:

  • manter a vacinação em dia;
  • usar máscara em unidades de saúde e ambientes fechados com aglomeração;
  • higienizar as mãos com frequência;
  • permanecer em isolamento ao apresentar sintomas gripais.

Fonte: Boletim InfoGripe (Fiocruz/FGV EMAP), Secretaria de Estado da Saúde de Santa Catarina e Secretaria da Saúde do Rio Grande do Sul.

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