63% dos brasileiros mudaram hábitos para cuidar da saúde do coração

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Cerca de 63% dos brasileiros mudaram seus hábitos pensando na saúde do coração, segundo um levantamento da Ipsos-Ipec encomendado pela Norvatis e divulgado nesta terça-feira (29), Dia Mundial do Coração, para a CNN Brasil. A pesquisa ouviu 2 mil pessoas e mostra que a adoção de uma vida mais saudável segue ligada à prevenção de doenças cardiovasculares, como arritmias, hipertensão, AVC (Acidente Vascular Cerebral) e insuficiência cardíaca.

Alimentação saudável lidera entre as mudanças

Entre os entrevistados, a alimentação saudável apareceu em primeiro lugar, citada por 68%. Em seguida vieram a prática de atividade física, com 64%, os hábitos voltados à redução do estresse, mencionados por 44%, os exames periódicos, adotados por 36%, e o abandono do cigarro, relatado por 13%. Outros 10% disseram ter mudado hábitos não especificados no estudo, e 1% não soube responder ou não se lembrava.

O resultado também indica uma queda de 1% em relação ao ano passado, quando 64% dos entrevistados afirmaram ter adotado novas práticas. A mudança aparece mais entre pessoas das classes A e B e entre quem tem 45 anos ou mais. Mudanças de hábitos estão frequentemente relacionadas à prevenção de doenças cardiovasculares, e a adoção de uma vida mais saudável é uma das principais formas de reduzir os fatores de risco para essas doenças.

Infarto e insuficiência cardíaca entram no radar

O infarto segue como uma das doenças que mais afetam a população brasileira e é a principal causa de morte no Brasil. No levantamento, 68% dos entrevistados disseram conhecer alguém que já sofreu um infarto, enquanto 2% afirmaram já ter tido a doença. Para 77%, é possível preveni-la; já 76% discordam da ideia de que o infarto atinge apenas pessoas com mais de 60 anos.

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A pesquisa também mediu a percepção sobre insuficiência cardíaca. O estudo explica que a condição ocorre quando o coração para de bombear o sangue de forma adequada. O risco chega a até 30% para pessoas com mais de 55 anos. Entre os entrevistados, 83% já ouviram falar na doença e 78% acreditam que ela exige tratamento contínuo. Quando perguntados sobre sinais associados ao problema, 74% citaram cansaço excessivo, 72% mencionaram falta de ar e 48% lembraram inchaço nas pernas, tornozelos ou pés.

Ao todo, foram ouvidas 2 mil pessoas, entre homens e mulheres de diferentes classes sociais e regiões do Brasil. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 94%. As informações são da CNN Brasil.

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