quinta-feira, 2 abril, 2026

Decepção na Arena Condá. Verdão cai de quatro

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A Arena Condá, que havia sido o único refúgio do Verdão do Oeste neste Brasileirão 2026, deixou de ser santuário na noite desta quinta-feira, 2 de abril. Em jogo de amplo domínio atleticano, o Galo goleou a Chapecoense por 4 a 0, pela nona rodada do Campeonato Brasileiro, com gols de Bernard, Reinier, Tomás Cuello e Dudu. O resultado foi uma das maiores humilhações da temporada chapecoense e acendeu sinal vermelho sobre o futuro do técnico Gilmar Dal Pozzo no clube.

A PARTIDA: DOMÍNIO TOTAL DO GALO

Não houve mistério no confronto em Chapecó. O Atlético-MG tomou conta do jogo desde os primeiros minutos e, para surpresa de uma torcida que acreditava no poder da Arena Condá, foi construindo a vitória com autoridade. Já vencia por 3 a 0 ao fim do primeiro tempo, transformando o que seria uma batalha pela sobrevivência na tabela em um passeio atleticano na Arena Condá.

A Chapecoense tentou reação no segundo tempo e criou algumas chances — Bolasie cabeceou para fora, Ênio acionou Jean Carlos mas Everson defendeu, Marcos Vinícius bateu da entrada da área e errou o alvo. A pressão, porém, esbarrou na solidez do Atlético-MG e na fragilidade defensiva que tem marcado toda a temporada do Verdão. O quarto gol, marcado por Dudu nos acréscimos, sacramentou a goleada e o vexame diante de sua própria torcida que hoje somou 10.614 torcedores nas arquibancadas.

A CRISE DA CHAPECOENSE

A derrota desta noite representa muito mais do que um resultado isolado. A Chapecoense não vence há seis rodadas no Brasileirão 2026, buscando apenas o segundo triunfo na Série A. O time havia conquistado certo crédito ao permanecer invicto em casa até hoje — uma vitória e três empates como mandante, com a maioria dos gols marcados na Arena Condá —, mas a goleada desta quinta-feira destruiu até essa muralha.

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A situação na tabela é delicada. O Verdão ocupa a 18.ª colocação com sete pontos em sete jogos disputados e ostenta uma das defesas mais vazadas da competição, com 15 gols sofridos.

O FUTURO DE GILMAR DAL POZZO

O nome de Gilmar Dal Pozzo é inseparável da história recente da Chapecoense. Foi ele quem conduziu o clube às promoções que devolveram o Verdão à elite do futebol brasileiro, e foi ele quem permaneceu no cargo para tentar a consolidação na Série A. Porém, os resultados desta temporada colocam sua permanência sob forte questionamento.

Dal Pozzo, 56 anos, está em sua quarta passagem pelo clube. O histórico demonstra que a relação com a Chapecoense é intensa, mas também turbulenta — com idas e vindas que refletem tanto a lealdade da torcida ao treinador quanto a impaciência da diretoria diante de fases ruins. Em passagens anteriores, o técnico já foi desligado após sequências negativas semelhantes à atual.

Agora, a pergunta que ecoa em Chapecó é: até quando? Uma goleada por 4 a 0 dentro de casa, somada a seis rodadas sem vencer e uma posição perto da lanterna, são argumentos pesados para uma mudança de comando. A diretoria ainda não se pronunciou sobre o futuro do treinador, mas o silêncio, neste momento, fala mais alto do que qualquer nota oficial.

O ATLÉTICO-MG E A REAÇÃO DO GALO

Do outro lado, o Atlético-MG viveu uma noite de redenção. O Galo acumulava quatro derrotas em quatro jogos como visitante neste Brasileirão, sem conseguir marcar mais de um gol em nenhuma dessas partidas. A visita à Arena Condá serviu, paradoxalmente, para o clube mineiro quebrar seu tabu mais incômodo da temporada — e com goleada.

A campanha atleticana, apesar da vitória expressiva, ainda carrega inconsistências. Antes desta rodada, o Galo somava duas vitórias, dois empates e quatro derrotas em oito jogos, com aproveitamento abaixo do esperado para um clube de suas ambições. O técnico Eduardo Domínguez, o “Barba”, segue em processo de afirmação no comando da equipe, e a goleada desta noite pode ser o ponto de inflexão que seu grupo precisava para ganhar confiança — especialmente longe de Belo Horizonte, onde os resultados foram todos negativos até aqui.

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Além do Brasileirão, o Atlético ainda disputa a Copa do Brasil e a Copa Sul-Americana nesta temporada, o que torna a regularidade fora de casa uma questão urgente a ser resolvida por Domínguez.


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