quarta-feira, 22 abril, 2026

Operação ‘Cavalo de Tróia’ mira smartwatches em prisão de Joinville

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Resumo

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) deflagrou uma operação em Joinville, Santa Catarina, nesta quarta-feira (22). A ação, nomeada “Cavalo de Tróia”, investiga a entrada irregular de smartwatches no Complexo Penitenciário da cidade. Um advogado e um policial são apontados como envolvidos no esquema.

Conforme apuração original do portal G1 SC, o Gaeco realizou uma operação nesta quarta-feira (22) em Joinville, Santa Catarina, para combater a entrada de relógios inteligentes, conhecidos como smartwatches, no Complexo Penitenciário local. Os dispositivos seriam utilizados por detentos como telefones, e a investigação aponta o envolvimento de um advogado e um policial no esquema.

Ação “Cavalo de Tróia”

A operação, batizada de “Cavalo de Tróia”, teve início a partir de informações fornecidas pela direção da unidade prisional. Foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão durante a ação. Além disso, uma pessoa foi presa em flagrante por posse de medicamentos de origem estrangeira e sem registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Esquema de Entrada dos Dispositivos

Segundo o órgão, um advogado atuou em conjunto com outras pessoas para introduzir os relógios inteligentes na prisão. Para o Gaeco, que é um grupo de investigação composto por membros do Ministério Público, do Judiciário e forças policiais, o advogado teria feito uso indevido de suas funções e prerrogativas. Ele acessava a unidade e deixava os dispositivos escondidos dentro da sala da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

A investigação detalhou que os equipamentos seriam posteriormente recolhidos por presos classificados como “regalia” e distribuídos a outros detentos. A apuração também indicou que o advogado e sua sócia transmitiam recados de uma organização criminosa entre seus membros.

Posicionamentos e Andamento

A investigação sobre o caso tramita em sigilo. A Polícia Militar, até o momento da apuração, não se manifestou sobre a operação. A Ordem dos Advogados do Brasil de Santa Catarina (OAB-SC) informou, por meio de nota, que está acompanhando a operação e que atua firmemente na defesa das prerrogativas da advocacia, sem tolerar violações éticas.

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A entidade declarou que, “Caso os fatos sejam confirmados, será instaurado processo disciplinar na entidade, que tramita em sigilo conforme determina a legislação, podendo resultar na exclusão do profissional dos quadros da Seccional”.

Destaques da Notícia

  • Operação “Cavalo de Tróia”: Deflagrada pelo Gaeco em Joinville contra a entrada de smartwatches em prisão.
  • Envolvimento: Um advogado e um policial são apontados como participantes do esquema.
  • Modus Operandi: Advogado usava prerrogativas para esconder dispositivos na sala da OAB, que seriam distribuídos por presos “regalia”.
  • Prisão em flagrante: Uma pessoa foi detida com medicamentos estrangeiros sem registro da Anvisa.
  • Posicionamento da OAB-SC: A entidade acompanha o caso e pode instaurar processo disciplinar que pode levar à exclusão do profissional.

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