quarta-feira, 21 janeiro, 2026

Protestos na Trump Tower pedem impeachment de Donald Trump

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Centenas de manifestantes enfrentaram o frio intenso de Nova York para protestar em frente à Trump Tower nesta terça-feira (20). O ato, realizado no marco de um ano desde o início do segundo mandato de Donald Trump, expressou uma ampla gama de críticas ao governo, com cartazes que pediam “impeachment já”, denunciavam uma “ameaça fascista” e criticavam políticas de imigração e a recente tentativa de anexação da Groenlândia.

Os protestos refletem o ano turbulento que se seguiu à posse de Trump como 47º presidente dos Estados Unidos em 20 de janeiro de 2025. Seu retorno à Casa Branca tem sido marcado por uma agenda radical que promoveu mudanças drásticas tanto na política interna quanto externa, gerando forte oposição e fraturando alianças tradicionais.

Uma manifestação em meio ao frio polar de Nova York

Apesar da sensação térmica próxima dos 15 graus negativos, os manifestantes permaneceram por cerca de uma hora na Quinta Avenida, em frente ao emblemático edifício de Manhattan. O grupo era diverso, incluindo desde jovens até octogenários, todos unidos pela preocupação com a direção do país.

“Estou aterrorizada com o estado deste país. O que estão fazendo com os imigrantes é desumano”, afirmou Marge, de 82 anos, justificando sua presença apesar do frio extremo. A multiplicidade de temas nos cartazes – desde direitos civis e imigração até a política externa – ilustra a abrangência das críticas ao governo Trump.

Os motivos da indignação: do retrocesso civil à anexação da Groenlândia

Os depoimentos colhidos no protesto revelam um profundo descontentamento com políticas específicas implementadas no último ano. May, de 84 anos, destacou à agência Lusa o que mais a chocou: “o recuo de 50 anos nos direitos civis”, o “tratamento humilhante dado aos imigrantes” e a tentativa de anexação da Groenlândia.

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Essa última questão – a surpreendente movimentação para anexar o território dinamarquês – foi um ponto recorrente nas críticas. “A decisão de anexar a Groenlândia é chocante. Está virando as costas aos nossos aliados”, criticou Marge. Tom, de 30 anos, admitiu que, mesmo após o primeiro mandato de Trump, não esperava tal medida: “o ataque à Groenlândia é algo que não estava sendo esperado”.

Um ano de mudanças drásticas e rupturas

O primeiro ano do segundo mandato de Donald Trump consolidou uma agenda de transformações profundas. Após sua posse em 2025, o presidente republicano implementou medidas que alteraram radicalmente diversas áreas, cumprindo promessas de campanha que muitos consideravam retóricas.

Na política interna, avançou com uma dura agenda de imigração, fortalecendo agências como o ICE (Agência Federal de Imigração e Alfândega) – alvo constante dos protestos – e revertendo políticas de direitos civis de décadas. Na política externa, além da controversa tentativa sobre a Groenlândia, promoveu uma reavaliação das alianças dos EUA, incluindo uma postura mais assertiva e por vezes conflituosa com parceiros da OTAN.

O sentimento de urgência e a busca por um “despertar”

Para muitos manifestantes, a situação exige ação imediata. “Estamos tão longe do que devíamos ser enquanto país. Só espero que as pessoas acordem a tempo”, desabafou May. A linguagem dos cartazes e dos discursos revela uma percepção de que os fundamentos democráticos do país estariam sob ameaça, com termos como “fascismo crescente” sendo usados abertamente.

Tom, o jovem de 30 anos, atribuiu diretamente a Trump essa “crescente ameaça fascista”. O protesto, portanto, não foi apenas sobre políticas isoladas, mas sobre uma visão mais ampla de que o caráter da nação está sendo redefinido de maneira perigosa e antidemocrática.

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O cenário político americano após 12 meses de governo

O protesto na Trump Tower é um microcosmo da intensa polarização que marca os Estados Unidos um ano após o retorno de Trump ao poder. Enquanto seu governo celebra as conquistas de uma agenda “America First” revitalizada, uma parcela significativa da população se mobiliza em oposição, sentindo-se alienada pelas mudanças em curso.

O primeiro ano foi marcado não apenas por controvérsias domésticas, mas por ações internacionais que isolaram os EUA de aliados tradicionais. A tentativa de anexação da Groenlândia, em particular, representou um ponto de ruptura nas relações transatlânticas, simbolizando uma nova fase de unilateralismo agressivo na política externa americana.

À medida que o governo Trump avança em seu segundo mandato, manifestações como a desta terça-feira sugerem que a resistência interna permanecerá ativa e vocal, preparando o terreno para um ano eleitoral ainda mais conturbado à frente.

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