Senado discute fim da escala 6×1 com CNA

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A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) participou, na quarta-feira (1º), de um debate no Senado Federal sobre a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019, que propõe o fim da escala de trabalho 6×1. Durante a audiência, a entidade defendeu que a agropecuária receba tratamento específico na discussão, alegando que o setor possui características próprias, como a sazonalidade das atividades e a dinâmica do trabalho no campo.

Debate reúne diferentes setores

A audiência pública reuniu parlamentares, especialistas e representantes do setor produtivo para discutir os possíveis impactos sociais, econômicos e operacionais da proposta. A sessão foi conduzida pelo senador Laércio Oliveira, que afirmou que o objetivo do encontro foi ouvir diferentes posições antes do avanço da matéria no Congresso.

A PEC 221/2019 propõe mudanças na jornada de trabalho atualmente adotada por diversos setores da economia, reacendendo o debate sobre os efeitos da medida para empregadores e trabalhadores.

CNA pede atenção às particularidades do campo

Representando a CNA, o coordenador trabalhista Rodrigo Hugueney afirmou que qualquer alteração na legislação deve considerar as características específicas da agropecuária. Segundo ele, atividades como plantio, colheita e manejo da produção dependem de fatores como clima, safra e períodos de maior demanda, exigindo maior flexibilidade na organização das jornadas.

Para a entidade, a realidade do trabalho rural difere de outros segmentos da economia e, por isso, necessita de tratamento específico durante a discussão da proposta.

Entidade defende planejamento para mudanças

Durante o debate, Hugueney destacou que eventuais alterações nas regras trabalhistas devem ser precedidas por um amplo diálogo entre governo, trabalhadores e setor produtivo. Na avaliação da CNA, mudanças na jornada precisam ser implementadas com planejamento para evitar impactos negativos sobre a produção agropecuária.

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A confederação também defendeu que qualquer decisão preserve a competitividade do agronegócio brasileiro, a geração de empregos no campo e a capacidade do setor de manter o abastecimento de alimentos e contribuir para a economia nacional.

Fonte: Canal Rural.

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