Petrobras reduz em 14,5% o preço do querosene de aviação; combustível ainda acumula alta de 40,5% no ano

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Queda de R$ 0,81 por litro é o segundo recuo seguido. Novo preço varia de R$ 4,67 a R$ 4,93 nas refinarias; guerra no Oriente Médio segue impactando o setor.

A Petrobras anunciou nesta quarta-feira (1º) que reduziu o preço de venda do querosene de aviação (QAV) em 14,5%. A mudança representa diminuição de R$ 0,81 por litro. Nas refinarias da companhia, o novo preço varia de R$ 4,67 a R$ 4,93 por litro. O recuo é o segundo consecutivo, mas o combustível ainda acumula alta de 40,5% no ano, reflexo dos impactos do conflito no Oriente Médio sobre os preços internacionais dos derivados do petróleo.

  • O que é: Redução de 14,5% no preço do querosene de aviação (QAV) pela Petrobras.
  • Números principais: R$ 0,81 por litro de queda; novo preço de R$ 4,67 a R$ 4,93; alta acumulada de 40,5% no ano.
  • Onde: Em todo o Brasil, incluindo Chapecó e Oeste Catarinense, onde passageiros e companhias aéreas sentem o impacto.
  • Quem afeta: Companhias aéreas, passageiros, setor de transporte aéreo e a economia local que depende da aviação.

Por que o preço do querosene de aviação caiu?

A estatal explicou que o movimento de baixa no preço foi possível por causa da “atenuação” dos efeitos que o conflito no Oriente Médio impôs ao preço internacional dos derivados do petróleo. A redução é o segundo recuo seguido – em junho, a empresa já havia reduzido o QAV em 14,2%.

O motivo principal da alta anterior foi o bloqueio do Estreito de Ormuz, ao sul do Irã, após a eclosão da guerra dos Estados Unidos e Israel contra o Irã, em 28 de fevereiro. Antes do conflito, 20% da produção internacional de óleo e gás passava pela região. Com menos oferta, o preço subiu.

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Como ficam os preços do QAV em 2026?

Apesar da redução de 14,5% em julho, o combustível usado por aviões e helicópteros está 40,5% mais alto que no final de 2025. Isso representa acréscimo de R$ 1,39 por litro. Em abril, a Petrobras havia reajustado o QAV em 55%, e em maio houve alta de 18%. Para suavizar o impacto, a estatal permitiu que as distribuidoras parcelassem o reajuste.

O preço do QAV é reajustado sempre no início do mês, e a variação de julho é o segundo recuo seguido, mas o cenário ainda é de preços elevados em comparação ao ano anterior.

Como a redução afeta Chapecó e o Oeste Catarinense?

A redução do QAV impacta diretamente as companhias aéreas que operam no Aeroporto de Chapecó, como Gol, Latam e Azul, que têm no combustível um dos principais custos operacionais. A queda no preço pode aliviar a pressão sobre as tarifas e a frequência de voos, beneficiando passageiros e o setor de negócios da região.

Para os viajantes de Chapecó, a expectativa é de que a redução do QAV possa, a médio prazo, ser repassada ao preço das passagens, embora o cenário internacional ainda seja de incerteza.

O que esperar para os próximos meses?

A atenuação dos efeitos da guerra fez também com que o governo federal iniciasse o processo de retirada de subsídios às empresas produtoras e importadoras de combustíveis. A medida era uma forma de impedir choque de preços para o consumidor final.

A Petrobras comercializa o QAV para as distribuidoras, que transportam o combustível e vendem para companhias aéreas e outros consumidores finais nos aeroportos. A estatal tem participação de cerca de 85% da produção do QAV, mas o mercado é aberto à livre concorrência, sem restrições para outras empresas atuarem como produtoras ou importadoras.

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Com informações da Petrobras e da Agência Brasil.

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