segunda-feira, 25 maio, 2026

Pesquisa revela: Jovens priorizam salário e propósito no mercado de trabalho

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Os jovens brasileiros estão redefinindo suas prioridades profissionais. Uma pesquisa inédita do SENAI e SESI, com apoio da agência alemã GIZ, mostra que as novas gerações valorizam cada vez mais autonomia, remuneração e propósito ao escolher seus caminhos na carreira. O estudo ouviu 1.958 jovens entre 14 e 29 anos em todo o país.

Salário Abre a Porta, Mas Respeito Mantém o Engajamento

De acordo com os dados, o salário aparece como fator decisivo para 41% dos jovens na escolha de uma vaga. Em seguida, vêm as possibilidades de crescimento (21%) e os benefícios complementares (20%).

Contudo, a remuneração sozinha não garante a permanência. “Salário abre a porta, mas é o respeito que mantém o engajamento”, analisa Paulo Mol, diretor superintendente do SESI. Remuneração baixa (50%) e estresse no ambiente de trabalho (28%) são os principais motivos que levam os jovens a trocar de emprego.

Flexibilidade Não Compensa Salário Baixo

A pesquisa revela um dado significativo sobre o trabalho híbrido. Embora 66% dos jovens considerem esse modelo atrativo, a maioria (55%) não abriria mão de um salário melhor em troca de horários mais flexíveis.

Consequentemente, a remuneração ainda pesa mais que a flexibilidade para a maioria dos entrevistados. Eles não aceitariam uma jornada com horários mais flexíveis se isso significasse ganhar menos, mesmo para ter mais tempo para atividades pessoais.

Desejo de Qualificação e Visão Sobre Tecnologia

O estudo também destaca a forte relação dos jovens com a educação continuada. A maioria esmagadora (79%) deseja continuar estudando, e 88% aceitariam participar de cursos técnicos, graduações ou microcertificações gratuitas.

Além disso, os jovens demonstram clara consciência sobre a importância das competências digitais:

  • 68% consideram habilidades digitais imprescindíveis no trabalho
  • 75% reconhecem que a inteligência artificial pode aumentar a produtividade
  • Muitos ainda temem a substituição de vagas pela tecnologia
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Confira os cursos técnicos do SENAI para jovens que buscam ingressar na indústria.

Indústria Ganha Espaço como Opção Profissional

Quase metade dos jovens (49%) demonstra interesse em trabalhar na indústria, principalmente os homens. O percentual sobe para 41% entre aqueles com 25 a 29 anos, indicando que a indústria se torna mais relevante com o amadurecimento profissional.

O setor é visto como um empregador sólido e de bom retorno financeiro. A longo prazo, 53% dos jovens acreditam que a indústria pode satisfazer suas pretensões financeiras e de carreira.

Portanto, a nova geração busca não apenas um emprego, mas uma carreira com significado, segurança e futuro promissor.

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