terça-feira, 14 abril, 2026

IPCA-15 sobe para 0,84% em fevereiro puxado por reajustes de mensalidades escolares

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A prévia da inflação oficial de fevereiro ficou em 0,84%, o que representa avanço em relação ao mês anterior, quando ficou em 0,20%. O maior impacto (0,32 p.p.) no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) partiu do grupo educação, que teve alta de 5,20%. A explicação está nos reajustes no início do ano letivo que ocorreram nas mensalidades de escolas e cursos.

Outro grupo que influenciou o indicador foi o de transportes, com elevação de 1,72%. Neste caso, o peso no índice ficou em 0,35 p.p. Os demais grupos oscilaram entre -0,42% de vestuário e 0,67% de saúde e cuidados pessoais.

A alta acumulada do IPCA-15 no ano é de 1,04%, enquanto nos últimos 12 meses foi de 4,10%. O resultado é menor do que os 4,50% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores.

Os dados do IPCA-15 de fevereiro, divulgados nesta sexta-feira (27) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), indicam ainda que no grupo saúde e cuidados pessoais a alta ficou em 0,67% e impacto de 0,09 p.p., com destaques para os avanços em artigos de higiene pessoal (0,91%) e do plano de saúde (0,49%).

Alimentação e habitação

No grupo alimentação e bebidas, que subiu 0,20% com impacto de 0,04 p.p., a alimentação no domicílio avançou 0,09% em fevereiro, que representa recuo em relação a janeiro (0,21%). Conforme o indicador, as principais variações positivas ficaram com o tomate (10,09%) e as carnes (0,76%).

Nas quedas, os destaques foram o arroz (-2,47%), o frango em pedaços (-1,55%) e as frutas (-1,33%). A alimentação fora do domicílio registrou variação de 0,46%, com altas da refeição (0,62%) e do lanche (0,28%).

Após cair 0,26% em janeiro, o grupo habitação teve alta de 0,06% em fevereiro. Os resultados da taxa de água e esgoto (1,97%) e do aluguel residencial (0,32%) foram destaques. Em sentido contrário, a energia elétrica residencial caiu 1,37%, o maior impacto negativo no indicador, devido à bandeira tarifária verde (sem custo adicional).

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Indicadores regionais

Nos índices regionais, São Paulo teve a maior variação (1,09%), puxada pelas altas em passagens aéreas (16,92%) e cursos regulares (6,34%). A menor variação ficou em Recife (0,35%), com quedas em transporte por aplicativo (-10,34%) e energia elétrica residencial (-2,32%).

De acordo com o IBGE, para o cálculo do IPCA-15 de fevereiro, foram analisados os preços coletados no período de 15 de janeiro a 12 de fevereiro de 2026, comparados com os preços de 13 de dezembro de 2025 a 14 de janeiro de 2026.

O indicador refere-se às famílias com rendimento de 1 a 40 salários-mínimos e abrange as principais regiões metropolitanas do país, além de Brasília e Goiânia. A próxima divulgação do IPCA-15, referente a março, será em 26 de março.

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