quarta-feira, 17 junho, 2026

Comércio interrompe sequência de alta e tem maior queda desde 2022, diz IBGE

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Resumo

As vendas do comércio recuaram 1,5% de março para abril, segundo o IBGE, na pior queda desde junho de 2022. O resultado foi puxado principalmente pelos combustíveis, interrompeu três meses seguidos de alta e deixou o setor 1,5% abaixo do maior patamar já alcançado, em março de 2026.

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística divulgou nesta terça-feira (16) a Pesquisa Mensal de Comércio. Na comparação com abril de 2025, o setor avançou 1%. A média móvel trimestral ficou estável, e o acumulado em 12 meses mostra alta de 1,5%.

Combustíveis pesam na conta

Dos oito grupos de atividades pesquisados pelo IBGE, seis tiveram recuo nas vendas de março para abril. O destaque negativo ficou com o comércio de lubrificantes. Abril foi o segundo mês afetado pelo conflito no Oriente Médio, que elevou o preço dos combustíveis em todo o mundo.

O setor de hiper e supermercados, que responde por 56,6% do comércio no país e tem o maior peso na pesquisa, também entrou na conta do recuo. No varejo ampliado, que inclui atacado, veículos, motos, partes e peças, material de construção e produtos alimentícios, bebidas e fumo, a queda foi de 0,7% na passagem de março para abril. Em 12 meses, esse recorte acumula alta de 1,8%.

Terceira pesquisa do mês

A Pesquisa Mensal de Comércio é a terceira das três sondagens conjunturais que o IBGE divulga todo mês. Nos últimos dias, o instituto informou que a indústria cresceu 0,7%, no quarto mês seguido de alta na comparação entre meses imediatamente subsequentes, e que os serviços avançaram 1,2% na passagem de março para abril — a primeira alta em seis meses.

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