domingo, 14 junho, 2026

Comércio brasileiro cresce 0,5% em março com dólar baixo

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Resumo: O comércio brasileiro cresceu 0,5% de fevereiro para março, terceira alta consecutiva, impulsionado pelo dólar mais baixo que barateou produtos importados, especialmente equipamentos de informática. Na comparação com março de 2025, o setor avançou 4%. Os dados são da Pesquisa Mensal de Comércio do IBGE, divulgada nesta quarta-feira (13).

O dólar mais baixo impulsionou as vendas de produtos importados e contribuiu para o comércio brasileiro crescer 0,5% na passagem de fevereiro para março. Esse desempenho – terceira alta seguida – fez o setor alcançar seu maior patamar. Na comparação com março do ano passado, o comércio avançou 4%. Já no acumulado de 12 meses, há expansão de 1,8%.

As informações fazem parte da Pesquisa Mensal de Comércio, divulgada nesta quarta-feira (13) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O analista da pesquisa, Cristiano Santos, ressalta que desde outubro de 2025 o setor apresenta tendência de alta, não apagada pelo desempenho negativo de dezembro.

Variação mensal do comércio nos últimos meses

O comércio registrou altas de 0,5% em outubro, 1% em novembro, queda de 0,3% em dezembro, nova alta de 0,5% em janeiro, 0,7% em fevereiro e 0,5% em março. A sequência de resultados positivos, com exceção de dezembro, mostra recuperação consistente do setor.

Equipamentos de informática lideram crescimento

Dos oito grupos de atividades pesquisados, cinco apresentaram alta na comparação mensal. O destaque foi o grupo de equipamentos e material para escritório, informática e comunicação, com expansão de 5,7%. O analista Cristiano Santos explica que o crescimento está relacionado à desvalorização do dólar em relação ao real, que tornou produtos importados mais baratos. Em março, o dólar médio foi de R$ 5,23, ante R$ 5,75 um ano antes. “As empresas aproveitam para compor estoque e depois fazem promoções”, afirmou.

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Outras atividades em alta foram combustíveis e lubrificantes (2,9%), outros artigos de uso pessoal e doméstico (2,9%), livros, jornais, revistas e papelaria (0,7%) e artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (0,1%). O setor de tecidos, vestuário e calçados ficou estável (0%). Já móveis e eletrodomésticos recuaram 0,9%, e hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo tiveram queda de 1,4%, explicada pela inflação, segundo o analista.

Santos destacou ainda que a atividade de combustíveis e lubrificantes avançou 2,9% mesmo com aumento de preço provocado pela guerra no Oriente Médio. “A demanda não caiu”, disse. O aumento de preço fez com que as receitas da atividade crescessem 11,4% no mês.

No comércio varejista ampliado, que inclui atacado de veículos, material de construção e produtos alimentícios, o indicador subiu 0,3% de fevereiro para março e marca crescimento de 0,2% no acumulado de 12 meses.

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