A Polícia Federal deflagrou na manhã desta terça-feira (28) uma operação para desarticular uma associação criminosa voltada à comercialização de cigarros eletrônicos importados ilegalmente em Chapecó e aparelhos celulares de origem estrangeira sem autorização legal. Ao todo, oito mandados de busca e apreensão estão sendo cumpridos na cidade.
Os alvos incluem endereços residenciais e comerciais no município do Oeste catarinense. A ação é um desdobramento de investigações que já duravam meses e apontavam para um esquema bem estruturado de contrabando e venda irregular.
Grupo usava redes sociais e lojas físicas para vender produtos ilegais
De acordo com as investigações, o grupo criminoso atuava ativamente na venda irregular de produtos estrangeiros por meio de perfis em redes sociais. Além disso, os suspeitos utilizavam uma rede de tabacarias e lojas de eletrônicos físicas em Chapecó para escoar a mercadoria.
Para atrair clientes e impulsionar o comércio ilegal de cigarros eletrônicos importados ilegalmente em Chapecó, os investigados promoviam as vendas de forma coordenada na internet. Chegaram a realizar rifas que ofereciam os dispositivos como premiação.
Contas online e rifas ilegais impulsionavam o esquema
O esquema contava com contas online dedicadas exclusivamente à divulgação dos produtos. O recebimento dos valores era intermediado pelas contas vinculadas aos investigados e suas empresas, o que dificultava o rastreamento financeiro pelas autoridades.
As rifas realizadas pelo grupo configuravam mais um indício da atuação organizada. Os cigarros eletrônicos importados ilegalmente em Chapecó eram oferecidos como prêmio, atraindo especialmente jovens consumidores.
Justiça determina quebra de sigilo telemático
Além das buscas, a Justiça determinou, a pedido da Polícia Federal, o afastamento do sigilo telemático dos dispositivos e mídias eletrônicas apreendidos. A medida permitirá que os peritos acessem conversas, registros financeiros e comprovantes de transações.
A autorização para o compartilhamento dos elementos de prova com a Receita Federal do Brasil também foi concedida. O órgão auxiliará na quantificação dos tributos sonegados e na identificação da cadeia de suprimentos do contrabando.
Crimes podem somar penas elevadas
Os envolvidos na operação desta terça-feira poderão responder por três crimes previstos no Código Penal:
- Contrabando – por introduzir produtos proibidos no país
- Descaminho – por sonegar tributos na importação de mercadorias permitidas
- Associação criminosa – por atuarem de forma organizada e estável
As penas somadas podem ultrapassar 10 anos de reclusão, dependendo da quantidade de produtos apreendidos e do envolvimento comprovado de cada investigado.
A Polícia Federal não descarta novas fases da operação nos próximos dias. As investigações seguem em sigilo para preservar o andamento das apurações e evitar a destruição de provas.
Remédios proibidos
Durante as buscas, os policiais encontraram remédios emagrecedores que foram importados clandestinamente e eram ilegalmente comercializados, assim como dispositivos eletrônicos para fumar, conhecidos como vapes. Também foi constatada a importação ilegal de motos elétricas, celulares e acessórios para celulares. Um homem foi preso e conduzido para a Delegacia da Polícia Federal em Chapecó/SC.









