SUS libera 100 mil teleatendimentos em saúde mental para mulheres

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O Ministério da Saúde passou a oferecer, a partir de segunda-feira (24/8), 100 mil teleatendimentos mensais em saúde mental para mulheres em situação de violência, mães atípicas e outros familiares que cuidam de pessoas com deficiência, transtornos do neurodesenvolvimento ou doenças raras, pelo Meu SUS Digital, para ampliar o acesso à proteção e ao cuidado.

A iniciativa começou em março deste ano como projeto-piloto em Recife (PE) e Rio de Janeiro (RJ) e agora alcança todos os estados brasileiros. Quem já tem o aplicativo no celular recebeu uma notificação sobre a nova oferta.

Como o atendimento funciona no Meu SUS Digital

Para usar o serviço, a usuária precisa entrar no Meu SUS Digital com a conta gov.br, clicar em “Miniapps” e selecionar Acolhe Mais + – Agora Tem Especialistas em Saúde Mental para Mulheres. Depois disso, a plataforma da AgSUS faz o cadastro e separa o atendimento conforme o caso: violência ou cuidado de outra pessoa.

Em até 24 horas, a equipe entra em contato para marcar dia e horário. Até a consulta, a usuária recebe lembretes; no dia, recebe o link do teleatendimento. No primeiro contato, nos casos de violência, serão avaliados possíveis riscos, a rede de apoio e as principais demandas da mulher.

Cada usuária poderá fazer até 10 sessões, com chance de iniciar um novo ciclo quando necessário. Ao fim, poderá ser encaminhada para um Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) ou outro serviço da rede. O CAPS também pode ser procurado diretamente.

O teleatendimento funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 20h, e aos sábados, das 8h às 14h. A rede é formada por psicólogas mulheres, e as especialistas foram capacitadas pelo Ministério da Saúde para fazer escuta sensível em ambiente virtual e identificar situações de risco.

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Em caso de risco imediato, a orientação é buscar atendimento de emergência pelos canais adequados, como o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) ou a Polícia Militar, pelo 190. Nos casos graves que não exijam intervenção emergencial naquele momento, profissionais responsáveis pela articulação do cuidado com os serviços de saúde do território poderão fazer os encaminhamentos necessários, de acordo com as necessidades identificadas.

O cuidado chega a quem sustenta outras rotinas

No cenário global, 75% do trabalho de cuidado não remunerado é feito por mulheres, segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT). A iniciativa leva isso em conta ao tentar reduzir barreiras como distância, dificuldade de deslocamento e falta de tempo na rotina de quem cuida sem remuneração.

Alexandre Padilha disse que “A proposta é oferecer o teleatendimento diretamente à população como uma primeira forma de acolhimento e de início do plano terapêutico. Depois, esse cuidado será articulado com a rede local, nos estados e municípios. Onde essa rede ainda não estiver disponível, o Ministério da Saúde continuará oferecendo o atendimento remoto”.

Thelma Mello afirmou que “Essa iniciativa vai dar esperança a muitas mulheres, especialmente às mães atípicas, que muitas vezes enfrentam a sobrecarga do cuidado sem apoio psicológico ou uma rede com a qual possam contar. Ter um profissional de psicologia a um toque de distância, com privacidade, pode salvar a vida dessas mulheres e de seus filhos”.

Em 2023, o Ministério da Saúde atualizou a Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Pessoa com Deficiência (PNAISPD), prevendo ações e serviços também para familiares. O Agora Tem Especialistas em Saúde Mental para Mulheres dá continuidade a esse cuidado.

As informações são da Agência Gov.

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