Câncer de mama pode surgir na pele antes do caroço

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O câncer de mama nem sempre começa com um caroço: sinais na pele, no mamilo e na aparência das mamas podem surgir antes, e a mastologista Dra. Giovanna Gabriele alerta que mudanças recentes, persistentes ou que progridem precisam ser avaliadas, porque a mamografia e outros exames seguem essenciais mesmo quando não há nódulo palpável.

Perceber um caroço novo na mama é um dos sinais mais conhecidos da doença. Mas parar aí pode dar uma falsa sensação de segurança. Nem tudo aparece nas mãos.

Quando a pele muda, o alerta também muda

Mudanças recentes na aparência das mamas merecem atenção. Entre elas está o aspecto conhecido como ‘casca de laranja’, quando a pele fica espessada e com pequenos pontos de retração. Também entram nessa lista áreas que afundam ou repuxam, inchaço, aumento de volume de uma das mamas e vermelhidão persistente sem causa evidente.

Isso não quer dizer que toda alteração seja câncer. Dermatites, alergias, infecções e traumas também podem mudar a pele. O ponto é outro: uma alteração nova, persistente ou que progride precisa ser avaliada.

O mamilo também fala

O mamilo pode trazer sinais importantes. Retração que surge recentemente, descamação persistente, coceira, formação de crostas, vermelhidão e secreção espontânea, principalmente quando sanguinolenta, justificam investigação.

Há ainda a doença de Paget da mama, que compromete a pele do mamilo e da aréola e pode parecer eczema ou outra doença dermatológica no começo. O câncer de mama inflamatório é outro tipo raro e agressivo que muitas vezes não se apresenta como um nódulo palpável; ele pode provocar vermelhidão extensa, edema, aumento rápido do volume da mama, sensação de calor e espessamento da pele.

Como alguns desses sinais se confundem com processos infecciosos, a persistência ou a piora do quadro exige nova avaliação médica. O câncer de mama também pode estar presente antes de provocar qualquer alteração visível ou palpável.

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Olhar o próprio corpo ajuda, mas não basta

Conhecer as próprias mamas não significa viver à procura de doença nem repetir a velha ideia de um autoexame capaz de fechar diagnóstico sozinho. A ideia é simples: saber como o corpo costuma ser para notar quando algo muda. Isso pode acontecer no banho, ao se vestir ou diante do espelho.

Esse cuidado não substitui o rastreamento recomendado para cada mulher. Exames de imagem, especialmente a mamografia, têm papel essencial nesse processo. E uma mamografia recente sem alterações não serve para ignorar um sinal novo que apareceu depois.

Quando uma mudança é identificada, o mastologista leva em conta idade, histórico, tempo de evolução e exame físico. Se precisar, pede exames de imagem ou biópsia. A maioria das alterações mamárias não será causada por câncer, mas é a avaliação adequada que separa uma coisa da outra. As informações são da CNN Brasil.

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