quarta-feira, 10 junho, 2026

SC bate recorde no agro com VPA de R$ 75,1 bi

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Resumo

Santa Catarina fechou 2025 com o maior Valor da Produção Agropecuária da série histórica: R$ 75,1 bilhões. O dado saiu na 46ª edição da Síntese Anual da Agricultura, publicada no início de junho pela Epagri/Cepa, após a retomada do setor com melhora do clima, dos preços e da produção física.

Depois de um ano de retração, o agronegócio catarinense voltou a ganhar fôlego em 2025. O VPA cresceu 15,8% sobre os R$ 64,8 bilhões de 2024 e avançou 12,5% em termos reais, descontada a inflação. No ano anterior, havia recuado 4,3% em termos reais. Na última década, o setor acumulou crescimento médio real de 4,3% ao ano.

Panorama do setor

A publicação reúne a análise de 64 produtos agropecuários e cobre produção vegetal, animal, aquicultura e setor florestal. Os dados são oficiais e validados tecnicamente. A síntese também está disponível para consulta e download gratuito no Observatório Agro Catarinense.

Admir Dalla Cort, secretário de Estado da Agricultura e Pecuária, disse que o material retrata a força e a evolução do agronegócio catarinense e ajuda a orientar decisões, políticas públicas e o desenvolvimento do setor. Dirceu Leite, presidente da Epagri, atribuiu os números ao trabalho contínuo que liga pesquisa científica e extensão rural ao campo.

Luis Augusto Araujo afirmou que produtor, investidor e gestor público precisam de uma leitura clara do presente para planejar o futuro. Em um cenário marcado por tarifas comerciais, oscilação cambial e mudanças climáticas, ele disse que a tomada de decisão no agronegócio exige acesso a informações qualificadas.

Quem puxou o resultado

Na safra de 2025, os grãos ajudaram a empurrar o VPA para cima. Milho subiu 50,5%, milho silagem avançou 46%, maçã cresceu 34,3%, tabaco teve alta de 33%, bovinos de corte aumentaram 32,6%, soja subiu 24,3% e suínos cresceram 20,1%. A pecuária respondeu por cerca de 60% do valor total; os grãos ficaram com 21%.

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Entre os produtos de maior peso econômico aparecem suínos, com 21,9%; frangos, com 15,4%; leite, com 11,5%; soja, com 9%; tabaco, com 6,1%; e bovinos, com 5,3%. A maçã catarinense teve recuperação de 27,9% na safra 2025/26 e concentrou 83,2% da produção em Lages.

No leite, o mercado ensaiou reação: o preço do UHT passou de R$ 3,30 para R$ 3,42 por litro entre janeiro e fevereiro de 2026.

Exportações e pressão sobre algumas cadeias

As exportações do agronegócio catarinense somaram US$ 7,9 bilhões. Em janeiro de 2026, Santa Catarina respondeu por 49,4% do volume e por 51,7% da receita brasileira das exportações de carne suína. No frango, ficou com 23,1% do volume e 26,4% da receita. Os embarques ao Japão cresceram 58,1% em quantidade de carne suína.

A Síntese também registra perdas em algumas cadeias. Arroz e feijão perderam valor por causa da forte queda de preços; a cebola recuou 26% nos preços ao produtor em janeiro de 2026; a madeira sofreu redução expressiva nas exportações depois do aumento de tarifas imposto pelos Estados Unidos a partir de agosto de 2025; e a aquicultura sentiu a queda no valor da produção de tilápias pressionada pela baixa dos preços.

Ao mesmo tempo em que aponta esses apertos, o estudo diz que Santa Catarina segue ampliando sua presença nos mercados internacionais de proteína animal e reforça a competitividade do setor.

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